terça-feira, 6 de julho de 2010

O pai do Vitor

Brasil. Paraná. Curitiba.
Foi por amor que o engenheiro mecânico Adolfo Celso Guidi, 52 anos, largou o emprego e se endividou exacerbadamente. Adolfo deixou carreira e gastou o que tinha e o que não tinha, quase perdeu a casa também, na tentativa de achar a cura para a doença de seu filho, Vitor Giovani Thomaz Guidi, 21 anos.
Quando Vitor tinha nove anos de idade é que veio o diagnóstico: ele tinha uma doença degenerativa, a gangliosidose GN1 tipo 2. A partir de então, Adolfo, o pai, ficou inconformado. “Eu desisti da minha vida”, afirma ele, que passou a frequentar a biblioteca da faculdade de medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR) para estudar a doença.
A dedicação teve resultados. Adolfo, depois de 8 meses de estudo, de dia a biblioteca e de noite a internet, encontrou uma alternativa para controlar a doença do filho. Hoje, Vitor é o único que superou os 11 anos de vida com a doença. Atualmente o pai de Vitor auxilia mais duas crianças que têm a mesma doença e há três anos cuida sozinho do filho. Separou-se da mulher, que, de acordo com ele, acabou ficando mais doente que o filho. “Na época minha decisão era salvar a vida do meu filho e eu tinha muito trabalho", afirmou Guidi.
A história é lírica, poderia ser filme ou livro. Mas é vida real. O que você faria por amor? Eu penso, até me imagino fazendo algumas coisas, mas nada com tamanha grandeza como a do pai do Vitor. Talvez eu ainda não saiba amar ou Adolfo que ama demais. O que vocês acham?

8 comentários:

  1. Lari, querida, pra se fazer estas coisas por amor, é preciso amar. De verdade, não da boca pra fora. Como o pai do Vitor. Eu ia dizer que você, quando for mãe, vai entender. Mas nem sempre é assim, cadê a mãe do Vítor? Tudo depende da pessoa e da sua capacidade de amar.

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  2. Eu achei essa historia muito bonita...
    o pai não mediu esforços para achar a "cura" da doença... Mais não sei até que ponto é valido, porque a vida do filho não deve ser fácil, e adiar o fim do sofrimento deve ser doloroso para o menino.

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  5. Achei linda a história dele. A dedicação, o empenho. Me lembra o filme 'Óleo de Lorenzo', que também é baseado em fatos reais.
    E acho lindo o reconhecimento que ele tá tendo. E isso faz pensar, realmente, se a gente tá se preocupando com o que importa, dizendo que ama a quem ama. Porque isso é fundamental!

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  6. Linda história de amor. Acho que não seria tão capaz assim. Não sei, só passando pra saber efetivamente se por amor faríamos tanta coisa. Mas há uma frase que me inspira, não sei a autoria, mas aí vai: "O verdadeiro sentido davida está em dar sentido à vida dos outros".

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  7. Como diria o apóstolo Paulo, e depois o grande mestre Renato: "Ainda que eu falasse a língua dos homens, ainda que eu falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria."
    Eu vi essa reportagem no jornal e, sério, me tocou profundamente. É extremamente emocionante, um ato de amor deste pai. De amor, de coragem, de esperança, de fé. Coisas de que a gente precisa tanto...
    E até que ponto é válido? Não, ele tão tem uma vida dita 'normal'. Mas ele é amado. E ele ama. E isso, pra mim, é válido. Afinal, quantos que possuem uma vida dita 'normal' podem dizer, assim, de peito aberto, para o mundo, que ama, e é amado, e é feliz? Poucos, eu acho. Muito poucos. Até mesmo àqueles que aparentemente possuem tudo, sem amor, não são nada.

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  8. Linda a história, lindo o amor entre os dois. Faço minhas as palavras da Lu.

    =)

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