domingo, 15 de maio de 2011
Sobre relacionamentos ou não.
Eu tenho conhecidas que já se submeteram a ter relacionamentos assim. Pessoas bem instruídas que até hoje eu não compreendo o porquê de se manterem ao lado de homens que a insultavam em casa, no trabalho e na rua. Alegavam amor e por amor afirmavam que não conseguiam seguir sozinhas, precisavam do companheiro, mesmo que este fosse um verme, ao lado.
A revista TPM desse mês traz um pouco sobre o assunto, dessa violência silenciosa. Recomendo a leitura e uma dose de amor próprio a todas as mulheres que se relacionam com caras que: escancaram seus defeitos; que as comparam com outras mulheres constantemente; que reclamam com frequencia da companhia que tem; que as humilham com palavras muito bem escolhidas, dessas que derrubam qualquer autoestima.
Se o seu namorado lhe nega beijos, sexo e até mesmo mãos dadas, fique atenta. Isso também é violência. Assim como tratá-la com desdenho. Até ausência é violência. Violência que não se enxerga mas que é exacerbadamente dolorida. Para as carentes que nesta época do ano ficam ouriçadas, a procura de um namorado para o próximo dia 12 de junho, fica a dica. Melhor sozinha do que mal acompanhada.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Procura-se um emprego
- Você é casada?
- Não.
- Você tem namorado?
- Hum...não.
- Você é solteira?
- Sim...
- Por que não tem namorado?
Pausa de três segundos.
- Porque não?!!!
Nessa hora eu quase me perdi. Viajei nos meus pensamentos em uma análise profunda da pergunta feita e da resposta dada. Até que a segunda pessoa que me entrevistava responde mais convicta do que eu. E, por mim.
- Tá difícil!
Continuam o assunto.
- É, mesmo.
- Sim, difícil! Ela tem 26 anos!
Verifica, lendo atentamente o meu currículo, passando os dedos pelo papel impresso.
- Difícil?
E o assunto prossegue. Eu preferi o silêncio.
- É!!! Ela já tem 26 anos, repete. Com 26 anos os rapazes da idade dela estão: namorando há mais de 10 anos, casando ou casados. Entendeu?
Eu uso ou revólver ou a janela de um prédio? Eu só queria um emprego!
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Ser mulher é fácil...acredite!
Mesmo com tantas peculiaridades, aprendi que ser mulher é muito mais fácil do que imaginamos, do que realmente acreditamos. Há prazer e orgulho em ser mulher quando se é mulher em corpo de mulher. Entendem? Pois quando se é mulher em corpo de mulher tudo é mais fácil e nada é tão complicado como falamos, como argumentamos. É gostoso se arrumar, vestir-se para ‘matar’ e se olhar no espelho, sentindo-se bonita, bem. Isso nos deixa segura, com a sensação de que podemos dominar o mundo, porque somos mulheres, femininas que gostamos, apesar de muitas vezes enchê-los de defeitos e críticas, de homens. E se fossemos mulheres com corpo de mulheres mas não nos sentíssemos mulheres? É difícil saber da sensação que isso causa, de ser mulher sem querer ser, com jeito e pensamento de homem. Por exemplo, ser mulher e usar uma faixa para apertar o seio, pois é ruim tê-los, é quase um martírio viver com eles. Ver-se no espelho e não ter orgulho nenhum, apenas raiva, desgosto, tristeza. Eu estou falando de pessoas transgêneras, conhecem? Elas enfrentam um preconceito maior que os homossexuais, porque o “problema” delas aparece na infância geralmente, o que choca muitos pais, muitos professores. Muita gente! São poucos aqueles que conseguem lidar com as questões transgêneras. É demasiadamente complexo. É para pensar!
Depois de ver o vídeo, conclui que ser mulher é fácil, fácil demais. Não acham?
Mundo, mundo, vasto mundo...a gente nunca sabe de tudo, a gente nunca viu tudo.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
E quem roubou a cena foi...
A mulher do vice-presidente, Michel Temer. Todos ficaram de olho na elegância dela, e no twitter surgiram milhões de comentários dedicados à beleza da vice-primeira dama e, principalmente, sobre a grande diferença de idade entre o casal. São 43 anos de diferença – quase meio século – , que não passa despercebida, mesmo que a moça, cujo nome é Marcela, garanta que o marido pareça ter 30 anos.E teve comparações. Compararam Marcela com Carla Bruni, mulher do presidente francês Nicolas Sarkozy, pela beleza, sofisticação e estilo clássico. Também, óbvio, pela idade, por ser tão mais nova que o vice-presidente que Carla e Sarkozy.
Para desgosto da vice-primeira dama, e que desgosto, teve gente que a achou parecida com Geisy Arruda. Como se ela fosse uma versão melhorada da loira da Uniban. Uma irmã distante ou a prima da cidade grande. Além disso, falaram sobre a trança que usou no cabelo, da tatuagem que tem com o nome do marido. Em sua primeira aparição pública, Marcela mostrou que, mesmo discreta, veio para ficar. Concorda?
Homens maduros costumam procurar mulheres jovens por razões biológicas. Eles estão confrontados com a mortalidade, e vislumbram nelas uma chance mais de espalhar sua semente enquanto há tempo. Temer tem um filho pequeno com Marcela.
Para as mulheres há uma lógica em eventualmente casar com um marido mais velho. Ele pode remeter à figura paterna e, através dela, a um sentimento de segurança que não é tão fácil de encontrar em homens jovens.
sábado, 1 de janeiro de 2011
O discurso da presidenta

Eu me emociono com os discursos dos presidentes eleitos. São tantas metas, tantas promessas. Ousadia. Para mim, é como se os problemas nem fosse tão grandes, tão históricos, tão enraizados e viciados. Palavras são palavras, podem ser levadas pelo tempo, vento, preguiça, falta de compromisso e tantos outros empecilhos. Mas não deixam de ser encantadoras. Seduzem. O discurso de Dilma foi assim, mágico. Pareceu, assim como os de Lula e do FHC – que são os que eu lembro – dizeres de poção mágica. Daqueles de histórias infantis, que o feiticeiro após proferir as palavras inclusivas no livro velho e mágico transforma coisas, pessoas, a vida.
Enquanto a presidenta falava, eu me pus a sonhar. Gostaria que fosse soberano, até mesmo divino o discurso, que definiria um felizes para sempre para famílias que sobrevivem com menos de 200 reais, para o jovem que não pode terminar os estudos e parou no Ensino Fundamental, para a mulher que sozinha constrói a sua história e de seus seis filhos, para as crianças que não tem o que vestir, comer, fazer e para o homem que vive na rua, no frio, na ponte.
Enfim, que as palavras tenham efeito, ações.
Feliz ano novo para mim, para você, para todos os brasileiros.
E você, o que achou do discurso? Afinal, Dilma é primeira mulher a ser presidenta no Brasil.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Que a cura dure mais que um verão

Quando vi a capa da revista Época - ali em cima -, fiquei até arrepiada, porque depois que você está mais perto daqueles que possuem o vírus, que vê e até mesmo sente um tanto da realidade deles: de exames frequentes, de cuidados generalizados e diários, de remédios, de gripes que podem ser fatais, de isolamento devido ao preconceito. A possibilidade de uma cura choca, pois com ela muitas vidas podem mudar. São muitas pessoas que podem, enfim, resgatar a dignidade, a autoestima perdida. Resgatar a vida. Afinal a morte, com uma cura, fica para mais tarde, mais distante.
E essa provável cura me fez lembrar do filme “Tempo de despertar”, com o Robert De Niro e Robin Williams. É um filme muito bonito - embora triste - , que retrata o ‘despertar’ de pacientes catatônicos mediante um determinado medicamento. Durante o verão de 1970 – se eu não me engano – os autistas conseguem sair de si mesmos, interagindo com as pessoas, articulando as palavras adequadamente e até os movimentos repetitivos, que os autistas e catatônicos costumam ter, cessam. Tornam-se pessoas ‘normais’. Mas, o verão acaba e começam os efeitos colaterais. Descobre-se que a cura não era, definitivamente, uma cura. Aos poucos, eles voltam a ser prisioneiros deles mesmos, voltam a ter problemas de comunicação, socialização e de comportamento. E até hoje não existem remédios eficazes para autista, para catatônicos...
Então, fica aqui meu desejo de final de ano: que esta cura da Aids de fato seja a cura. Que dure mais que um verão. Lembro também que Aids e autismo são patologias bem diferentes. E que os problemas relacionados ao cerébro humano ainda são uma grande incógnita. As pesquisas começaram ontem. Então, acredito, que a cura para os soropositivos aconteceu, finalmente..
Abaixo o trailer do filme, que é baseado em fatos reais. Vale a pena ver.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Aventuras de verão
Esse frio de dezembro não me lembra nenhum pouco o verão. Eu adoro o verão, meus verões geralmente são recheados de boas histórias. Risadas garantidas, fatos memoráveis. Então, estou torcendo para que o clima mude. Para que as tarde quentes venham o mais rápido possível. Enquanto isso, relembro dos dias quentes que tive. Aventuras de verão, micos de verão. Quem não os tem?Esses dias, uma amiga lembrava de nossas tarde à toa, quando éramos adolescentes. Nessa época, andávamos de bicicleta por toda a cidade. Era a nossa diversão. Pegávamos a bike e íamos até a associação dos bancários, onde curtíamos a piscina e a sauna. Ninguém ia para associação em dia de semana, só nós. Ter aquela piscina enorme e uma sauna só para gente, era A sensação.
Uma vez, na sauna, encontramos um potinho com óleo de eucalipto. Foi um grande achado. Pegamos o óleo e passamos pela sauna inteira. O intuito era ficar escorregando nos assentos da sauna. Para tornar o escorregão mais eficiente, transformávamos nossos biquínis de meninas comportadas em biquínis fios dentais. Ficamos lá, rindo e escorregando. Repetimos por diversas vezes os escorregões até que, simultaneamente, uma olhou para a outra. Algo estranho estava acontecendo conosco. O óleo passou fácil pelo tecido da nossa roupa de banho, nossas partes intímas começaram a arder brutalmente.
Saímos correndo da sauna como se fugíssemos de um grande assassino. Passamos direto pela roleta e caímos na piscina, aliviando o ardume. Passado o susto. Rachamos o bico. Ficamos lá, dentro da água sob o sol forte do verão, nos divertindo da nossa própria desgraça. A tarde terminou como todas as outras, a gente cansada, bronzeada do sol, mas com o adicional do incomodo do óleo de eucalipto em nós. Porque depois de arder, começou a coçar. Pior era ter que voltar de bicicleta. O contato direto entre a virilha e o banco da bicicleta nos matava. Cheguei em casa e tomei um banho de umas duas horas. Ainda rimos quando lembramos disso, de nossa maravilhosa ideia.
Este ano, no comecinho das temperaturas quentes, ainda primavera. Empolgada com a praia, expus-me ao sol do meio dia, acompanhada da Ana, nossa companheira aqui. O resultado foi ficarmos totalmente vermelhas, com marcas bizarras. Acho que a minha marca ainda era pior, porque não sei como, fiquei com uma marca tenebrosa do biquíni da parte de baixo. O bronze era tão bizarro que a marca do biquíni de baixo pegou quase o meio das minhas costas, fazendo com que o meu cóquis parecesse algo alienígena. Do tipo que começa na cintura. Demorou um tempo para sair...
Mas o verão é assim, cheio de história marcantes, vai além do bronze, das tarde de sol à pino. E vocês? O que contam sobre o verão?
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Você vem sempre aqui?

- Tava pensando em você!
- Ah é...
- Em você....pelado.
Uma das partes está afim, e a outra? Para amenizar a tensão entre essas duas pessoas, que por vezes não se conhecem, nada melhor que mandar aquela cantada. De preferência a mais pedreira que você conhece. As cantadas servem mais para quebrar o gelo, dar risada.
Eu sou pedreira! Que a atire a primeira pedra quem nunca pedreirou. Mulheres também pedreiram, meu bem. Mesmo que alguns homens – e outras mulheres - não gostem. Afinal, qual é o problema de dizer que ele é a cereja do seu bolo, que ele é o bombom que faltava na sua caixa de chocolates? Melhor ainda é apelar para as clássicas: Você vem sempre aqui? Tá quente aqui!
Não vejo e não tenho problemas com as cantadas. Se elas funcionam? Algumas vezes. E você, o que acha das cantadas? Prefere ser pedreirada ou pedreirar? E os homens, será que eles gostam de ser cantados?
PS: Pedreira sim, vulgar não.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
A atual do meu ex-namorado e as outras também

Você termina o namoro, acha que, apesar dos pesares, está livre. Para mudar de vida, para aproveitar os amigos, para conhecer outros amores. Mas não. Você ainda não está totalmente livre do seu ex-namorado. Por quê? Porque a atual namorada dele liga para você, manda e-mails para você. Visita-a todo dia, no seu Orkut.
Sim, vocês não estão mais juntos, mas ela acredita que há alguma coisa e por isso a persegue, constantemente, como puder, onde puder. Estranho não? Entretanto, acontece. Acontece todo dia, com alguma mulher. Aconteceu comigo também.
Em um dos meus términos, a atual do meu ex me mandava e-mails, pedindo para que eu ficasse longe dele – eu nem o via mais - , para que eu não respondesse os e-mails dele – eu não respondia, queria distancia - , para que eu não atendesse a ligação. Ok, fiz tudo isso, mas não porque ela pediu, mas porque eu não estava afim. É como dizem por aí, depois que acaba a relação, mantenha distância e mande luz e amor para a pessoa. Assim eu fiz, talvez sem luz e sem amor. Mas fiz.
Mesmo assim, a guria, a atual, me mandava e-mails gigantescos, confessando a insegurança que sentia em relação a minha pessoa. Talvez porque eles começaram a namorar poucas semanas depois de nós terminarmos... Enfim, o estranho e chato é ela me mandava esses e-mails. Eu respondi o primeiro, só. Depois fui ficando irritada, porque dos e-mails passou para ligações no meu celular. A partir daí, fiquei com dó. Fui grossa. Cansei de ser educada, falei para me deixar em paz. Funcionou.
Depois dessa maluca, recebo algumas visitinhas no Orkut. Não passam disso. Ainda bem, porque têm mulheres que quando se apaixonam, perdem a noção do ridículo. Isso acontece com várias, de todos os tipos, tamanhos, classe social e até nível intelectual. Não são só as não graduadas que armam um barraquinho por causa de homem. As doutoras também se expõem. Arrumam desculpas para ligar para ele, forjam situações para se encontrar com ele. Interpretam qualquer cena para ter a atenção dele.
Quando são tomadas por uma névoa de insegurança, mesmo estando com eles, atormentam quem a elas representa perigo. Que pode ser você - a ex - ou a melhor amiga e até o melhor amigo. Alguém entende?
sábado, 30 de outubro de 2010
No fim, um pouco de baixaria faz bem.

A baixaria é necessária para o fim de um relacionamento. A briga e o ponto final tornam mais fácil o caminho daqueles que um dia se juraram amor eterno. Uma amizade? Melhor não. Sentimentos mornos não combinam com casais que viveram à flor da pele. E você, o que acha?
"Nada pior do que este amor fraterno entre um homem e uma mulher que antes já viveram loucuras. Melhor odiar aquele que você amou carnalmente do que torná-lo irmão. É por isso que todo relacionamento precisa de uma baixaria para acabar. Para não sobrar nenhum afeto civilizado, muito menos amor. Um amor morto. Amor molenga, flácido, gelatinoso. Amor de madrinha. Um horror." Fernanda Young
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
O doce sabor da reciprocidade
E vocês, se declaram ou ficam esperando o próximo passar? Qual é o gosto da reciprocidade?
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Quem vai nos salvar?
Campo Mourão, 27 de agosto. Em algum hospital da cidade. Fato real, tão real quanto seus personagens.Um médico, escroto, deixou de atender sua paciente grávida, que tinha sofrido um sangramento, porque a mesma só poderia pagá-lo ao final do dia ou, o mais tardar, no dia seguinte. A enfermeira dele disse que ela deveria pagar e caso não pudesse que se dirigisse ao hospital público. O médico se recusou a atender a paciente e a enfermeira frisou que a mesma fosse a outro local... E se não houvesse tempo de chegar? E se houvesse mais sangramento? E se o bebê não aguentasse? E se a mãe não aguentasse?
Era emergência!
Mas, quem se importa? Emergências também se pagam quando a pessoa se propõe a fazer um pré-natal particular. O médico, escroto, deve ter pensado assim. E, com total frieza, concluiu que se não há dinheiro para a consulta, uma vida, duas vidas em risco não são vidas. Não faz diferença. E essa indiferença me mata, me consome. A indiferença em relação à vida não deveria fazer parte daqueles que se propuseram a salvar vidas, penso eu.
Aos médicos, o meu desprezo, porque também fui vítima deles. Passei três anos sem plano de saúde, dependi do Sistema Único de Saúde (SUS), que não me atendia, que não me analisava, que não me curava. Quando meus sintomas começavam a ficar sérios ou a incomodar demais, era obrigada a pagar uma consulta particular – eu ainda tinha essa alternativa. No particular eu era atendida sempre na hora certa. Era analisada, era curada. Entretanto, se deixasse, o tratamento durava mais. Mais consultas eram marcadas, mais remédios me eram prescritos. Afinal, quanto mais idas aos consultórios, laboratórios e afins, maior era a remuneração do médico que me atendia.
Na minha última consulta particular eu me senti lesada. Me senti ofendida até. Passei quinze dias fora de casa e começaram a surgir umas pintinhas na minha batata da perna. Primeiro me dirigi ao SUS, o médico que me atendeu não olhou direito e já disse que era melhor que eu procurasse um especialista, porque ele, médico, não tinha condições de fazer uma análise precisa, já que era ortopedista. O dermatologista foi marcado, marcado para depois de quinze dias.
Como as pintas se espalhavam muito rápido, fui à consulta particular. Lá, a médica sabia exatamente o que era, me medicou. E, para completar, marcou uma biopsia, só para se certificar de que realmente era aquilo que ela pensava que fosse e para a qual já havia me dado remédios. Fiz a biópsia. Depois do resultado voltei ao laboratório, ela nem lembrava de mim, dos meus sintomas. Olhou os exames e disse: era aquilo que eu havia lhe falado, continue com os medicamentos.
Ela realmente tinha acertado. Minhas pintas era meu sistema imunológico apontando que, mais uma vez, eu estava fraca, sensível. Baixa imunidade. Se eu não fosse tão paranóica e se aquelas pintas não se espalhassem tão depressa, não teria pago uma fortuna na biopsia que ela pediu. Pode ser que não seja, mas, depois do resultado e do meu retorno, eu acredito que a médica sabia exatamente o que eu tinha o tempo todo e que fez a biopsia devido às cifras a mais que ganharia e ganhou. Eu sei que posso estar errada, mas...é o que eu penso. Médicos são mercenários, mas existem (mesmo que eu não tenha visto ainda) exceções.
Tenho histórias que denunciam essa ganância. Presenciei a dor de quem não tinha dinheiro e morreu por não ser atendido na hora, porque naquele momento o médico não tinha chego ao hospital público e ainda estava em seu consultório. Sei de situações bizarras protagonizadas por médicos que sempre querem um tantinho a mais. E sei também que parte disso é culpa minha e sua também. Porque eu e você não denunciamos, apesar de tudo. A gente se omite.
E eu também me frustro, comigo mesma e com eles. Mais com eles, os médicos. Frustro-me porque sei que esse perfil não mudará tão cedo. Porque médicos são filhos de médicos ou filhos de grandes advogados, empresários, políticos, engenheiros. Quem faz medicina? Quem nunca precisou do SUS ou quem tem dinheiro suficiente para um tratamento particular no exterior.
Para encerrar meu desabafo e o meu desafeto a essa classe, deixo aqui a história de Gisele, ex-menina de rua que hoje estuda medicina. O texto me trouxe esperança, alívio. Mas também escancara as falhas brasileiras. E então, eu pergunto, quem poderá nos salvar?
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Tropeçando na sensualidade
Larissa Riquelme é sexy? Tenta. Ela quer tanto ser sexy, tanto ser sexy symbol que tropeça, cai, levanta, cai de novo, tropeça e...não consegue ser sexy. Pronto, lá está ela encaixada na categoria: mulher vulgar.
Vulgar demais. Quem acompanhou a Festa de 35 anos da Playboy viu. Riquelme foi com um vestido(vestido?) que além de exótico (mais brega que exótico) não tampava quase nada. É, essa era a intenção de Larissa. O negócio é mostrar. A dama de vermelho obteve todos os holofotes. Larissa Riquelme pagou peitinho, pagou bundinha. Pagou.
E nesse meio artístico vale tudo. Tudo para aparecer mais. Expõem-se bundas, seios, barrigas.Vagina. Abaixo Riquelme, tropeçando.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010
E quando a gente acha que já viu de tudo...
Alguém já tinha imaginado misturar política e sexo? Tudo bem, política e sexo andam juntos, de fato, mas política e sexo para a campanha eleitoral? Jeferson Camillo, candidato a deputado federal, pelo Partido Progressista (PP), São Paulo, apostou nessa mistura, um tanto quanto inovadora. Chama a atenção. É bizarro. Para risos abaixo alguns de seus vídeos. Reparem nos detalhes, no contexto. E, lembrem-se, outubro está aí.
Vocês confiam? Dizem sim ao novo?
domingo, 8 de agosto de 2010
Mais fácil com músicas românticas?
Lendo sobre o assunto, deparo-me com uma matéria da Super, que afirma que mulheres ficam mais acessíveis após escutar músicas românticas. Psicólogos franceses reuniram mulheres solteiras de 18 e 20 anos, uma parte delas ficou escutando som romântico numa sala de espera, enquanto as outras escutaram um som não romântico, neutro como diz a reportagem.
Resultado: 52% das moças que ouviram música romântica caíram no papo do cara da pesquisa, que as abordava com o seguinte: “Meu nome é Antoine, como você já sabe. Gostei muito de você e estava pensando se você me daria o seu telefone. Eu te ligo e a gente pode sair para um drink na semana que vem”. Apenas 28% das mulheres que escutaram música neutra aceitaram o convite, afirma a pesquisa.
O que acham da pesquisa? Acreditam? Sentem-se mais vulneráveis depois que escutam aquela balada romântica? Abaixo, uma música para embalar os corações. A canção é do Hebert Vianna, do Paralamas do Sucesso, ele fez para Paula Toller, do Kid Abelha. De quebra, Toller escreveu Como eu quero.
Obs: Como passei dos 20, acredito que as músicas não tenham o mesmo efeito...
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Orgasmo para todas
Dizem que a data foi criada há oito anos pelas casas de sex shop da Inglaterra. No dia do orgasmo, além de vender mais, as lojas de sex shop britânicas pretendiam uma maior discussão sobre a sexualidade feminina – tão cheia de tabus e ainda impregnada de inúmeros preconceitos. Desse lado de cá do continente, por mais dificuldades que se tenha, o sexo feminino é dotado de liberdade. Claro que ainda moderada, porque na prática, por mais retrógrado que seja, encontramos homens e, sobretudo, mulheres que não conseguem aceitar moças que falam abertamente sobre sexo e que possuem uma vida sexual ativa, dividida não só com um parceiro, mas com quantos forem necessários para suprir o seu desejo.
Triste constatar que o moralismo e o machismo – também por parte das mulheres – imperam em nossa sociedade pós-moderna. E mais triste ainda é ter conhecimento acerca da mutilação genital feminina, que ocorre em outros continentes.
Os rituais, no Quênia, por exemplo, acontecem entre novembro e dezembro. Considerando que estamos praticamente em agosto, novembro está logo aí. Faltam dois meses para que as meninas de lá comecem a buscar refúgio em igrejas, que é o que costumam fazer, para escaparem da mutilação.
A mutilação é feita em meninas de nove anos, mas também podem ser executadas em crianças de sete anos. Os povos que praticam esse ritual acreditam que com a mutilação estão promovendo a virgindade, a fertilidade e prevenindo a promiscuidade feminina. Prevenindo a promiscuidade feminina?
Estima-se que, aproximadamente, 2 milhões de mulheres são vítimas de mutilação genital em todo o mundo, e que 130 milhões vivem com o clitóris e os lábios vaginais parcialmente ou totalmente removidos. A maior parte desses casos estão na África. Orgasmo para as africanas também. Orgasmo para todas.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
A favor.
Se antes eu estava em cima do muro, hoje eu não estou mais.
Uma garota de 15 anos foi ao hospital e pariu no banheiro, sem ninguém saber. Encontraram seu nenê na manhã seguinte no vaso sanitário, ainda com placenta, com seus pezinhos na água. A sorte dele é que, como diz a reportagem, sua cabeça estava fora da água.
Os seres humanos são cruéis. Pena.
Aborto. Sim ou não?
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Declarações de amor
O mundo inteiro viu. O goleiro e capitão da seleção espanhola, Iker Casillas, beijou a namorada, a repórter Sara Carbonero, em rede mundial, após a vitória de 1x0 sobre a Holanda. A alegria do goleiro era tamanha que não deu para esperar a câmera desligar. Então, o carinho à namorada foi dado ali mesmo, na frente de todo o mundo, literalmente. terça-feira, 6 de julho de 2010
O pai do Vitor
Brasil. Paraná. Curitiba.
Foi por amor que o engenheiro mecânico Adolfo Celso Guidi, 52 anos, largou o emprego e se endividou exacerbadamente. Adolfo deixou carreira e gastou o que tinha e o que não tinha, quase perdeu a casa também, na tentativa de achar a cura para a doença de seu filho, Vitor Giovani Thomaz Guidi, 21 anos.
Quando Vitor tinha nove anos de idade é que veio o diagnóstico: ele tinha uma doença degenerativa, a gangliosidose GN1 tipo 2. A partir de então, Adolfo, o pai, ficou inconformado. “Eu desisti da minha vida”, afirma ele, que passou a frequentar a biblioteca da faculdade de medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR) para estudar a doença.
A dedicação teve resultados. Adolfo, depois de 8 meses de estudo, de dia a biblioteca e de noite a internet, encontrou uma alternativa para controlar a doença do filho. Hoje, Vitor é o único que superou os 11 anos de vida com a doença. Atualmente o pai de Vitor auxilia mais duas crianças que têm a mesma doença e há três anos cuida sozinho do filho. Separou-se da mulher, que, de acordo com ele, acabou ficando mais doente que o filho. “Na época minha decisão era salvar a vida do meu filho e eu tinha muito trabalho", afirmou Guidi.
A história é lírica, poderia ser filme ou livro. Mas é vida real. O que você faria por amor? Eu penso, até me imagino fazendo algumas coisas, mas nada com tamanha grandeza como a do pai do Vitor. Talvez eu ainda não saiba amar ou Adolfo que ama demais. O que vocês acham?
segunda-feira, 28 de junho de 2010
O casamento da minha melhor amiga
Tá. Confesso que ainda não me acostumei com a ideia, mesmo tendo ciência que o casamento seria natural para um casal como eles.Tempo. Ok, acho que já até me acostumei com a ideia, o que sinto é uma pontada, que não sei dizer bem certo o que é. Talvez seja ciúmes, porque, sim, eu tenho ciúmes das minhas amigas. E, também, pode ser um pouco de tristeza, não por eles, não por mim, mas por constatar que estamos realmente ficando maduros.
De vela oficial, no começo do namoro, à madrinha de casamento. Que honra. Ver os dois assim, tão decisivos e tão felizes, me deixa bem e, muito, feliz também. Afinal, eu acompanho a história dos dois desde o começo.
É. Stéphanie e Willian vão se casar. Para aqueles não os conhece, convido para acessar o blog do casamento deles. O site foi ideia da Paula. Eu e Mariana embarcamos juntos nele, assim como os noivos que podem compartilhar com os amigos e familiares um momento tão importante e único na vida deles.
E não é só a minha amiga que vai se casar, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o número de casamentos aumentou nos últimos anos. O matrimônio nunca sairá de moda? E vocês, desejam se casar? Participando dos preparativos do casamento da minha melhor amiga sinto uma vontade enorme de casar, de ter uma festa, de tirar fotos lindas como as que estamos vendo.
No momento o casamento é um desejo, mas a cerimônia ainda não está inclusa na minha lista das 30 coisas que eu devo fazer antes dos 30 anos. Quem sabe mais tarde. Ou mais cedo. Ou nunca. Ah, o amor...
