sábado, 30 de outubro de 2010

No fim, um pouco de baixaria faz bem.



Os momentos a dois, as carícias, os abraços apertados, a coisa da sua boca na boca dele, das mãos dadas, dos pés entrelaçados debaixo do edredom. Não é fácil de esquecer. E dá saudade dessas coisinhas e de muitas outras mais. Então quando se discute, quando se magoa um ao outro, é mais fácil de esquecer aquele que um dia você desejou ardentemente e frequentemente.
A baixaria é necessária para o fim de um relacionamento. A briga e o ponto final tornam mais fácil o caminho daqueles que um dia se juraram amor eterno. Uma amizade? Melhor não. Sentimentos mornos não combinam com casais que viveram à flor da pele. E você, o que acha?

"Nada pior do que este amor fraterno entre um homem e uma mulher que antes já viveram loucuras. Melhor odiar aquele que você amou carnalmente do que torná-lo irmão. É por isso que todo relacionamento precisa de uma baixaria para acabar. Para não sobrar nenhum afeto civilizado, muito menos amor. Um amor morto. Amor molenga, flácido, gelatinoso. Amor de madrinha. Um horror." Fernanda Young

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O que as mulheres buscam...

Já ouvi de tudo, que mulher é incompreensível, que vivem em um mundo a parte. Uns dizem que para agradar uma mulher é preciso ter beleza, outros charme, outros dinheiro, outros falam que não é nada disso, que é preciso inteligência. Enfim, as explicações são várias. Quando são mulheres reclamando acredite, o discurso é bem parecido.
Diante de todas as ‘ditas verdades’, alguns dias atrás achei uma teoria nova, que é perfeita, e o que é melhor, para ambos os sexos. Não lembro o site e nem o autor (tinha salvo no computador do trabalho, mas ele queimou no último temporal e foi formatado).

Queremos ser especiais para alguém

Simples não? Não, não é. Para que isso seja verdade a pessoa que nos acha especial tem de merecer. Nós temos de acha-la especial também. De nada vale uma pessoa que não consegue somar dois mais dois dizer para você o quanto você é inteligente e ela te admira.
Isso se repete para tudo o que você valoriza. O homem não busca a mulher bonita e com o corpo perfeito simplesmente pelas suas qualidades físicas. Até porque, como disse o autor do texto: “Na hora da verdade, isso não interfere muito no prazer”.
Ele busca aquela mulher que poderia ter qualquer homem e mesmo assim escolheu ele. É essa sensação que causa tanta atração. O mesmo para a mulher.
Aquele cara charmoso conquistaria qualquer uma, mas mesmo assim ela tinha alguma coisa especial porque ele a quis.

Ciclo vicioso

Acharam que então é simples né? Mais uma vez, não, não é. Ninguém é perfeito e volta e meia vamos descobrir que aqueles que nos fizeram sentir especiais, não são tão especiais assim e é aí que muitos relacionamentos terminam. Nessa hora, o autor da teoria diz e eu concordo, o que vai fazer a diferença de verdade é o que os dois construíram juntos, o companheirismo pode sim substituir a atração inicial que era baseada em uma sensação egoísta.

E ae, concordam ou não com minha teoria roubada de um autor momentaneamente esquecido por esta que vos escreve?

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Machismo. Nas mulheres, inclusive.

Crescemos sabendo que nosso lugar é na cozinha. Aprendemos, de meninas, a lavar, passar, cozinhar, limpar, costurar. Todos esses infinitivos que fazem de nós boas esposas, boas mães, boas donas de casa. Juro, nada contra. Quando a pessoa é porque quer. Não por que lhe incutiram isso. Eu, mesma. Odeio afazeres domésticos. Mas amo cozinhar. Faço porque gosto. Tá, eu limpo, lavo e de vez em quando passo, também, mas só porque não posso pagar alguém para fazê-lo. Ainda!
Mas somos nós, mães, irmãs, tias, enfim, mulheres, que cultivamos isso. Nós, quando fazemos porque não é serviço de homem. Nós, que nos deixamos ser humilhadas por uma migalha de sentimento (falso!) que achamos nutrirem por nós. Nós, que permitimos que eles serem 'galinhas' seja uma coisa boa e nós, não. Nós, que criticamos quando uma de nós toma a iniciativa. Precisamos, nós, pararmos com isso. Precisamos aprender que temos o nosso lugar. E não ficar à sombra de ninguém.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Criança morre com tiro disparado supostamente pelo amigo

Hoje durante o dia acompanhei pela televisão a notícia de que uma criança de nove anos morreu nessa última quarta-feira, vítima de um disparo de arma de fogo dentro da própria escola.
A polícia suspeita que o disparo tenha sido feito por um outro amigo da criança.Segundo a professora responsável o menino atingido, Miguel Cestari Ricci teria ido até a sala com um amigo quando ela ouviu um desparo.A criança foi socorrida mas não resistiu.
A primeira coisa que pensei quando ouvi a notícia foi na dor dos pais.Como conseguir aceitar que seu filho foi para a escola e lá foi atingido por um disparo realizado po um amigo da mesma idade.De quem seria a culpa?
Logo em seguida a matéria o pai foi entrevistado.Confesso que chorei, chorei muito ao ver a dor do pai.Me coloquei no lugar dele e senti um aperto no coração nunca antes sentido.
Rezei.Num momento assim, só Deus pode conseguir confortá-lo.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Homonormatividade

Olá gente!!! Olha... Achei uma matéria num site que gostei muito... Vou postar aqui, mas se vocês quiserem dar uma olhada o site é www.maringay.com.br ...

Gays discriminam ao criar regras de comportamento para gays

Podemos fazer a seguinte reflexão: homossexuais, historicamente, sempre romperam com as normas. Aos mais ansiosos, peço cautela para explicar melhor tal afirmação. Não é da norma que tiramos a regra? E qual a regra em uma sociedade heterosexista, ou seja, em uma coletividade na qual se presume a heterossexualidade das pessoas? A regra é que a sexualidade se exerce entre pessoas de sexos diversos. É a democracia, como ditadura da maioria.

De mãos dadas com as normas existentes na esfera social, estão os preceitos que se alimentam e bebem da religião (ou das religiões), que são os conhecidos dogmas. Repare: convivemos em uma sociedade em que há o certo e em que se conhece o errado. Onde se dita a verdade e é-se implacável com a mentira. Normas, leis, regras: por quem? Para quem?

Recuperando, então, o raciocínio do primeiro parágrafo, os homossexuais vieram quebrando normas, rompendo ditames estabelecidos. Quiçá transgressores ou, sendo mais simplista e não menos intenso, corajosos. Os gays foram símbolo de libertação e ousadia. Não somente de sexualidade, mas de quebra de uma falsa hegemonia, diga-se de passagem, até hoje forçosa.

Mas parece existir algo mais forte e resistente do que as próprias forças e resistências. Mesmo que não queiramos considerar o ser humano como possuidor de uma essência, há que se considerar uma questão social, que seja, moldadora de algo interno nos seres humanos capaz de uniformizá-los ou deixá-los com necessidades de padrões e regras. Mais ou menos como reféns. Nós sempre temos e teremos que ser reféns de algo?

Por que levanto essa questão? Pois há tempos os homossexuais além de quebrarem regras, criaram normas para seus semelhantes. Normas que chamo aqui de homonormatividade. Tais regramentos perpassam não somente o visível, como a estética ou os valores, mas que se encaminham para cada vez mais consolidar questões metafísicas, como as regras. É, por óbvio, uma reafirmação dos próprios valores e questões outrora combatidos com veemência. Mais intensa ainda acabam sendo as discriminações geradas por tal lógica.

Uniformizar, igualar, discriminar, segregar, parecem ser conceitos hoje em dia pertencentes não apenas à sociedade que foi tão contestada pelos homossexuais no passado e no próprio presente. Pelo que se lutou contra no passado (ou pelo que se luta contra no presente), é repetido pelos próprios gays. São padrões nos quais, caso você não esteja, vai ser difícil sua inclusão. Gays têm corpos esculturais, têm roupas de grifes famosas e têm cabelos que são tendência. Se você não os têm, você está ‘out’.

Se você é um gay, você não pode estar gay. Quase como uma questão ética, se você escolheu ficar com homens, como pode em um determinado momento sentir atração por mulheres? Se você entrou para a caixa quadrada dos padrões gays, você não poderá abandoná-la com facilidade. Sair do armário é uma expressão que representa muito bem isso. Se você sai de dentro de um armário, isso demonstra que você estava escondido, meio sufocado, assim no escuro. Claro que muitos gays sentem-se assim, oprimidos justamente pela sociedade já mencionada, a heterosexista.

Todavia, sair do armário implica em assumir-se gay, ou seja, colocar-se dentro de outro padrão. Em outro armário? “Voltar” é praticamente impossível, para a maioria das pessoas, se você exerceu a sua sexualidade em um determinado momento com alguém do mesmo sexo, você é gay e ponto. Uma das tantas lutas do movimento gay, durante muito tempo, foi mostrar à sociedade que pessoas do mesmo sexo podem se amar e podem manter relações sexuais que consolidem esse amor ou não. Assim mesmo, igualzinho aos heterossexuais que transam com alguém que amam ou não.

No entanto, os homossexuais são tão iguais aos heterossexuais que repetem falhas de julgamento exatamente da mesma forma. Pois exercer o amor e o sexo com liberdade implica em não determinar um padrão, uma norma ou uma regra que esteja estabelecida. Você pode sentir atração com liberdade e exercê-la com a mesma liberdade. Só se está dentro do armário por uma ditadura imposta como verdade. Se o exercício do amor e da sexualidade fosse realmente livre, desprendido de verdades ou radicalismos, não se teriam armários de onde sair.

A homossexualidade, quando imita a heterossexualidade em sua forma de compreender a sexualidade, reforça um modelo bestial de compreensão do ser humano. Termos como passivo e ativo, por exemplo, cooperam para definir papéis dentro de uma relação. São, então, os gays ditando e determinando padrões, verdades. O homem historicamente diminuiu a mulher, uma violência rechaçada por muitos homossexuais. Todavia, tais definições (passivo e ativo) apenas reforçam isso e, ademais, a violência não é menor com o dito passivo.

A homonormatividade é, por si só, excludente. Você sai de um padrão social de maioria para um de minoria, mas não menos sufocante, angustiante. O exercício a ser feito talvez seja o de refletirmos a sexualidade humana, sem pensarmos nas “caixinhas” moldadoras e enquadradoras a que sociedade exige que pertençamos.

Pensar em uma homonormatividade é constatar que os gays deram um passo atrás, estão se conservadorizando, julgando uns aos outros em escalas de pode, não pode. Verdade, mentira. Certo, errado. Talvez tudo isso seja apenas uma necessidade imensurável do ser humano em sempre sentir-se culpado. Para existir a culpa, tem que haver o desvio. Para haver o desvio, tem que existir a norma.


Isso aí, galera... Vamos dar nossa opinião no assunto e simbora colorir que tá muito preto e branco por esses dias... Beijoooos

domingo, 26 de setembro de 2010

Não, não voltei



É inevitável.
Toda vez que passo pela primeira mina e vejo o xisto correr pela engrenagem ou, quando avisto ao longe a luz na torre da igreja, o coração acelera.
Dali em diante os quilômetros passam correndo, cada metro da estrada é um caminho trilhado, todo minuto faz parte da contagem regressiva para que eu esteja em casa, na minha casa, aquela que não é mais minha.
No quarto que antes era meu, outros móveis, uma bagunça diferente da que estou habituada. Nada ali me pertence mais, quem sabe algumas lembrança somente, entremeadas com minhas roupas que ainda estão no armário, sufocadas pela da nova dona. De meu, o quê?
Apenas a sensação de que estou em casa - aquela que há muito, muito tempo já não é mais minha.
Resta, agora, descobrir meu lugar, esse que o Betão me faz pensar com a música.

Existe, será, ou é questão somente de inventar?

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

E olha que é muito bom...viu!

Não gosto de filme brasileiro... nunca gostei, os motivos são os mais variados, desde o excesso de violência que impera nas produções nacionais a um pequeno preconceito que admito é uma vergonha. Mas essa semana foi a terceira vez que eu tive que engolir minha fala.
Fui ao cinema e assisti 'O bem amado' meio contrariada, pois eu tenho outra mania em relação a filmes e livros (nunca assisto ou leio quando alguém fala muito bem, acho que vou me decepcionar), mas como não queria ficar em casa era perfeito.

Me encantei. Muito bom! Em época de eleição então é perfeito. Não me lembro a fala,mas alguns cutucões que eles dão são demais.

A parte da imprensa então, perfeita e olha que sou representante dela. "Mas você mentiu..(disse o reporter que ainda acreditava nos preceitos jornalisticos)
Foi só porque a mentira do outro lado era maior!! (disse o velho dono do jornal)
Mas e aí pode? (Volta a indagar o coitado)
Claro!! (afirma o outro!)"
Precisa dizer mais?

Não gosto de violência nos filmes brasileiros, podemos vender mais do que apenas isso...Para quem não viu recomendo...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

As várias versões de um fato

Época de campanha eleitoral é ótima para burburinhos, diz que diz. Além de boatos e constantes fofocas, somos presenteados com versões diferentes de uma mesma história. Um único fato, mas zilhões de perspectivas.
Há tempos atras, um almoço entre Lula e a Folha de São Paulo ocorrido no ano de 2002 causou alvoroço na imprensa. Os comentários acerca do almoço se iniciaram no momento em que Lula, durante um comício em Campo Grande (MS), criticou a soberania dos poderosos e, sobretudo, o preconceito da imprensa, que o ridicularizou por anos devido a sua origem, as suas escorregadas linguísticas e, principalmente, a falta do diploma universitário.



“Hoje eu brinco com o preconceito. Hoje eu falo “menas” laranja e as pessoas acham engraçado, mas quando eu falava em 89, eu era um “anarfa”. Porque a ignorância dos que me achavam “anarfa” era de confundir a inteligência com o conhecimento e aprendizado de um banco de aprendizagem”, desabou o ex-operário.
No comício, Lula segue discursando e se recorda de um almoço que teve com o diretor da Folha, que o indagou sobre o seu desejo de governar e a sua falta de conhecimento. “ E o diretor da Folha de São Paulo perguntou pra mim: “Escuta aqui candidato. Você fala inglês?”. Eu falei, nao! "Como é que você quer governar o Brasil se você não fala inglês?" Eu falei: Mas eu vou arrumar um tradutor. "Mas assim não é possível, o Brasil precisa ter um presidente que fala inglês!". E eu perguntei pra ele: "Alguém já perguntou se o Bill Clinton fala português?", contou Lula.
Acerca do que foi perguntado, a Folha de São Paulo, diz que o presidente está equivocado e que foi acometido por uma falta de memória: "A memória do presidente anda ruim ou ele está distorcendo o episódio de propósito", salientou o diretor da Folha, Frias. Ele também afirmou que em momento algum Lula foi questionado sobre saber ou não a língua inglesa.
Lula diz que sim, Folha diz que não. E, por sua vez, Ricardo Kotscho se pronunciou sobre o assunto, pois na época era o assessor de imprensa de Lula. Em seu blog , ele descreve a história tal qual como a contou em seu livro, Do Golpe ao Planalto. O mesmo fato, várias versões. Com qual vocês ficam?