quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Fuck You...



Bom dia Gatos e Gatas!!! Vou deixar aqui um videozinho com uma música de Lily Allen chamada "Fuck You"... Contra a Homofobia... É mais um desabafo mesmo... Segue...





Também vamos prestigiar a seleção de fotos que o site mix brasil fez dos artistas mais gostosinhos Brasilieros...
É isso aí Gatas, um pouco de colorido pra vida

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Me morde vai....



Essa imagem resume o que é True Blood!
aiiiiiiiii que vondade de ser a Sookie!

hahahahahahahahaha

domingo, 5 de setembro de 2010

Comece a reclamar!

Uma vez eu escrevi sobre reclamações. Nós reclamamos. Demais!
No entanto, essa semana, percebi o quão bom é reclamar. Não muda nada. Não mesmo. Mas que dá uma sensação de descarrego, ahhhh dá. É como soltar aquele palavrão mais vulgar e que nem existe no seu vocabulário quando acontece aquela topada do dedinho do pé na quina do sofá. E não muda nada. A dor continua ali...
Me irrito tanto em escutar pessoas reclamando... Mentira! Me irrito em escutar pessoas reclamando continuamente e sem motivo. Porque é assim, quando escuto uma reclamação, eu normalmente reclamo junto. Mas aí, quando a parada fica infundada, os adjetivos se repetem e o assunto não evolui, se joga na fossa, meu bem.
Essa semana tivemos assuntos complexos e dignos de reclamações aqui no blog. A crítica situação da saúde brasileira, o ano eleitoral, a complicada formação de identidade e caráter das crianças, o infeliz aniversário da chacina russa e, por que não, a indignação da Mari em não ter aprontado em Curitiba.
Ao contrário do que eu disse da primeira vez, estou incentivando a reclamação. A indignação, sofrimento e medo que temos sentido diante de situações assustadoras e fora do controle não precisam se estagnar em nossos peitos sob um limbo de silêncio.
Reclamar é um pedido, exigência, protesto. Eu só vejo a reclamação como um primeiro passo. Quem sabe mudemos o cenário?!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Toda dor do mundo



Há seis anos, chorei no instante em que vi essa foto.
Parei, hipnotizada olhando a capa da revista e naquele dia decidi que não queria, mesmo, ter um filho e menos ainda continuar num mundo capaz de fazer aquilo com uma criança. Com tantas outras crianças.

Não cumpri o que prometi.
Hoje tenho um filho e ontem, ao ver a mesma foto, chorei novamente. Tive mais uma vez vontade de morrer para não sentir tanta dor, mas não teria coragem, não com alguém para preservar da dor sob minha responsabilidade.

Poucas coisas me marcaram mais que o ataque à escola de Beslan, na Rússia. Para quem não sabe ou não lembra, mais de 300 pessoas - a maioria criança - morreram em um ataque covarde, digo eu, desumano, contra uma escola. Nesta semana, o ataque completou seis anos e o local da chacina recebeu homenagens.

Não é de hoje que me desiludo com tanta coisa, que me sufoco com um nó no peito - que não desata. E algumas coisas, como a foto da mãe de Beslan, provocam essa angústia que grita com urgência. As crianças na carrocinha do lixo que passa aqui na frente de casa, o homem desmaiado no banco ao lado dos brinquedos do parque, os meninos drogados da praça, a falta de opção e perspectiva de felicidade para tanta gente - essa que desfaz a minha.

Não sei, gente, porque tanta coisa ruim. Não sei porque escrevi esse post, para relembrar ou para expor o medo que sinto todos os dias. Eu, que acredito em tão pouca coisa e tinha medo de menos ainda, fico no chão.

Com a diferença que agora tenho por quem levantar.
Te prepara, Wal. Agora você tem um mundo na sua barriga.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A culpa é de quem??

Existem coisas que não me entram na cabeça, como a mania de jogar a culpa na mídia. “O mundo está assim porque essa porcaria desses jornais só mostram desgraça”, dizem por aí. Mentira, dizer isso é o mesmo que achar que só os políticos são corruptos e o povo é um monte de cordeirinho inocente. Não estou defendendo minha profissão e muito menos alguns ‘jornalistas’. Só que um é reflexo do outro, SEMPRE. Agora vou ao motivo da revolta que, na verdade, não é exatamente isso, só uniu-se!

Há tempos fiz um post criticando uma teoria de que as princesas da Disney estavam jogando, na cabeça das meninas, que elas deviam passar a vida em busca do príncipe encantado. Não concordo. Hoje estava esperando uma foto e resolvi ler os destaques da Folha de Londrina, quando deparei-me com a seguinte matéria: “Super-heróis de hoje têm influência negativa em meninos”. Ah, me desculpem, mas segue a mesma linha de raciocínio, joga a culpa da educação e da ‘cabeça’ do jovem em um ‘vilão’.

Assim, o responsável não é ele ou os pais, mas sim a mídia perversa que desvirtua a mente de inocentes criaturas. Não me recordo ao certo, mas existiam duas teorias, uma que dizia que o homem é naturalmente bom e que o meio o determina e a outra que ele tem tendência à maldade mas é tolhido pela convivência em sociedade. Caímos nessa rede, jogar a culpa nos outros ou absolver a maldade baseados nas boas ações que somos forçados pela convivência?

Não sei, mas acho que tudo influencia os jovens, desde os amigos, até a escola, a televisão, os amores, a moda, enfim. Todos são assim, vai da consciência de cada um saber o que fazer com o que é colocado para ele.

Ah, se alguém quiser ler a matéria, clique aqui.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Confissões de uma mãe de primeira viagem

Oi meninas e meninos! Como sabem eu estou gravidíssima, entrando na décima terceira semana de gestação. A cada dia que passa, como eu já comentei com vocês em outra ocasião, eu me redescubro, tenho sensações novas. Essa última semana está tensa, aquela fome danada passou e agora eu me sinto o ser maior e mais redondo da face da terra. A única coisa que me consola é saber que eu não estou assim tão gigante e que grande eu vou ficar daqui uns quatro ou cinco meses! Aiinn...
A ideia de uma criança já está mais real também e já penso em decoração do quartinho, roupinhas de bebê... Ai ai!
Essa semana precisei dar uma parada e curtir férias de pernas pro ar, mas é por uma boa causa, né. Afinal, já tenho que cuidar do meu filho(a) - olha que lindo isso, gente! Logo abaixo está uma fotinha dele(a)... Confesso que nunca vi um serzinho tão estranho e que pra mim é tão lindo!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Novela eleitoral gratuita

Os petistas e pe-esse-debistas que me desculpem, mas eu concordo com a Marina. Nos programas eleitorais, o mundo é lindo. Ou vai ser, se a oposição assumir o poder. E a gente sabe que, na verdade, isso é só construção dos marqueteiros. A gente se ilude, mesmo assim. A gente quer aquela realidade bonita, ideal, que vemos na TV. “O programa eleitoral virou quase que uma continuidade de novela, só que não com a qualidade das novelas. Tudo está cor de rosa ou tudo vai ficar azul. Nós estamos dizendo que tem problemas que precisam ser debatidos, que é preciso ter um olhar para o Brasil real, o Brasil da favela do Coque (no Recife), o Brasil que não fez a reforma tributária, esse Brasil que fica uma hora na fila para conseguir uma consulta”, disse a candidata do PV, após um café da manhã em São Paulo com integrantes de sua campanha no último domingo, 29.
Marina é sensata. Não há uma mãe salvadora ou um pai salvador para o Brasil. Não precisamos de pais, já temos os nossos. Precisamos de líderes competentes e honestos. Precisamos de representantes que entendam bem a nossa realidade. Que vejam que o nosso mundo tem suas nuances de rosa e azul, mas de todas as outras cores também. Mais, queremos um debate sério, eficiente. Ou, parafraseando Marina, é preciso que a discussão seja madura, não infantil. As eleições estão quase aí e nós, enquanto povo, queremos que vença realmente o melhor. Então, por que não debater de verdade, mostrar ideias, projetos, o que nos vai fazer diferença efetivamente? Para quê maquiar a realidade e repaginar o guarda-roupa se nós queremos mais? Muito mais. Marina ainda descreve as tentativas dos candidatos e partidos de persuadir a nós, os eleitores, como "ansiedade tóxica de fazer malabarismos para o eleitor". Interessante, no mínimo. Mas me deixou confusa. Tive que ler umas três vezes.
E vocês, o que acreditam que há de mais ou de menos nessa disputa eleitoreira?

Na foto, Marina Silva e Guilherme Leal em São Paulo, no domingo (Foto: Maria Angélica Oliveira/G1)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Quem vai nos salvar?

Campo Mourão, 27 de agosto. Em algum hospital da cidade. Fato real, tão real quanto seus personagens.
Um médico, escroto, deixou de atender sua paciente grávida, que tinha sofrido um sangramento, porque a mesma só poderia pagá-lo ao final do dia ou, o mais tardar, no dia seguinte. A enfermeira dele disse que ela deveria pagar e caso não pudesse que se dirigisse ao hospital público. O médico se recusou a atender a paciente e a enfermeira frisou que a mesma fosse a outro local... E se não houvesse tempo de chegar? E se houvesse mais sangramento? E se o bebê não aguentasse? E se a mãe não aguentasse?

Era emergência!
Mas, quem se importa? Emergências também se pagam quando a pessoa se propõe a fazer um pré-natal particular. O médico, escroto, deve ter pensado assim. E, com total frieza, concluiu que se não há dinheiro para a consulta, uma vida, duas vidas em risco não são vidas. Não faz diferença. E essa indiferença me mata, me consome. A indiferença em relação à vida não deveria fazer parte daqueles que se propuseram a salvar vidas, penso eu.
Aos médicos, o meu desprezo, porque também fui vítima deles. Passei três anos sem plano de saúde, dependi do Sistema Único de Saúde (SUS), que não me atendia, que não me analisava, que não me curava. Quando meus sintomas começavam a ficar sérios ou a incomodar demais, era obrigada a pagar uma consulta particular – eu ainda tinha essa alternativa. No particular eu era atendida sempre na hora certa. Era analisada, era curada. Entretanto, se deixasse, o tratamento durava mais. Mais consultas eram marcadas, mais remédios me eram prescritos. Afinal, quanto mais idas aos consultórios, laboratórios e afins, maior era a remuneração do médico que me atendia.
Na minha última consulta particular eu me senti lesada. Me senti ofendida até. Passei quinze dias fora de casa e começaram a surgir umas pintinhas na minha batata da perna. Primeiro me dirigi ao SUS, o médico que me atendeu não olhou direito e já disse que era melhor que eu procurasse um especialista, porque ele, médico, não tinha condições de fazer uma análise precisa, já que era ortopedista. O dermatologista foi marcado, marcado para depois de quinze dias.
Como as pintas se espalhavam muito rápido, fui à consulta particular. Lá, a médica sabia exatamente o que era, me medicou. E, para completar, marcou uma biopsia, só para se certificar de que realmente era aquilo que ela pensava que fosse e para a qual já havia me dado remédios. Fiz a biópsia. Depois do resultado voltei ao laboratório, ela nem lembrava de mim, dos meus sintomas. Olhou os exames e disse: era aquilo que eu havia lhe falado, continue com os medicamentos.
Ela realmente tinha acertado. Minhas pintas era meu sistema imunológico apontando que, mais uma vez, eu estava fraca, sensível. Baixa imunidade. Se eu não fosse tão paranóica e se aquelas pintas não se espalhassem tão depressa, não teria pago uma fortuna na biopsia que ela pediu. Pode ser que não seja, mas, depois do resultado e do meu retorno, eu acredito que a médica sabia exatamente o que eu tinha o tempo todo e que fez a biopsia devido às cifras a mais que ganharia e ganhou. Eu sei que posso estar errada, mas...é o que eu penso. Médicos são mercenários, mas existem (mesmo que eu não tenha visto ainda) exceções.
Tenho histórias que denunciam essa ganância. Presenciei a dor de quem não tinha dinheiro e morreu por não ser atendido na hora, porque naquele momento o médico não tinha chego ao hospital público e ainda estava em seu consultório. Sei de situações bizarras protagonizadas por médicos que sempre querem um tantinho a mais. E sei também que parte disso é culpa minha e sua também. Porque eu e você não denunciamos, apesar de tudo. A gente se omite.
E eu também me frustro, comigo mesma e com eles. Mais com eles, os médicos. Frustro-me porque sei que esse perfil não mudará tão cedo. Porque médicos são filhos de médicos ou filhos de grandes advogados, empresários, políticos, engenheiros. Quem faz medicina? Quem nunca precisou do SUS ou quem tem dinheiro suficiente para um tratamento particular no exterior.
Para encerrar meu desabafo e o meu desafeto a essa classe, deixo aqui a história de Gisele, ex-menina de rua que hoje estuda medicina. O texto me trouxe esperança, alívio. Mas também escancara as falhas brasileiras. E então, eu pergunto, quem poderá nos salvar?