quarta-feira, 31 de março de 2010

Se eu pudesse, eu matava mil.

Bicho, o assunto tá saturado e ninguém mais aguenta piti de mulher mal humorada.

Mas vou dizer, eu só preciso de um taco de beisebol. Eu seria muito mais feliz com um taco de beisebol. Eu quero um desses pra acertar uma cristaleira da Bergerson ou a vitrine de uma H.Stern. Aposto como meu humor ficaria bem menos ácido.

Ironias a parte, acontece que, por vezes, entrar num processo de desintoxicação de energias velhas, negativas e acumuladas se faz necessário. Você deixa de atender um telefonema, dá um perdido num pedido absurdo de quem quer o seu braço quando você só está oferecendo o dedo mínimo e até finge que está com pressa quando encontra aquele bacanudo parasita no supermercado. Eu me sinto meio desumana em situações como essa mas, juro, é inevitável. No momento em que se deprimir com o som da torcida de um time de futebol se torna verdade na sua vida, chacoalha a toalha, meu bem. Tá na hora de cuidar de você. Cuidar mesmo, fazer programas solitários e totalmente auto-suficientes, tomar banho na banheira, comprar mil cremes anti rugas, encher a casa de incensos e fazer somente o que der vontade.
Na próxima encarnação solicito nascer sem útero, baixa produção de estrogênio e progesterona e, de enxoval, só um taco de beisebol.


Mas final de semana eu já estarei louvando aos cosmos por ser mulher. E prometo estar de bom humor. ;)

terça-feira, 30 de março de 2010

Livin la vida louca...


Queridas! Babado fooooorte! Nosso lindo, maravilhoso, apaixonante e gostoso Ricky Martin resolveu sair do armário. No texto de seu blog pessoal revelou que começará a escrever suas memórias e achou interessante revelar sua sexualidade nesse momento de sua vida. Num texto lindo, que me deixou emocionado, diz “É um processo muito intenso, angustiante, doloroso, mas também libertador", também que as coisas que o mascaravam o deixavam demasiadamente pesado. Num desfecho maravilhoso diz que é abençoado por ser quem é. Também fala sobre as pessoas que as vezes o desencorajavam... "Muita gente me disse que não era importante fazer isso, que não valia a pena, que todo o meu trabalho e tudo o que eu conquistei iria ruir. Que muitos nesse mundo não estariam preparados para aceitar a minha verdade, a minha natureza. E como esses conselhos vinham de gente que amo com loucura, decidi seguir adiante em minha 'quase verdade'. MUITO RUIM. Deixar-me seduzir pelo medo foi uma verdadeira sabotagem a minha vida. Hoje me responsabilizo por completo por todas minhas decisões e minhas ações". Que bonito isso! Sabe, as vezes queria ter a coragem que nosso amigo teve. Ele tem dois filhos gêmeos que nasceram de barriga de aluguel... E nada disso põe em cheque toda a trajetória do lindo Martin. O que falta para a sociedade é ver-nos como seres que são muito mais que a sua sexualidade. Eu estudo, trabalho, saio, tenho amigos de todos os gêneros, sou comum. É verdade que as vezes queremos nos superar nas coisas para provar que somos pessoas constituídas de dignidade. Hoje tenho me surpreendido com meus amigos. Vários deles, héteros, que poderiam como muitos já fizeram, me deixar de lado ao saber, me apoiam e dizem que sabem quem eu sou, e isso é apenas um detalhe. O mundo parece estar querendo entender-nos. E isso é tão bom. Sinto um começo de liberdade nascendo no meu peito, uma vontade de gritar e sair por aí chorando de emoção por não me sentir uma aberração polêmica. Ainda há muito o que colorir nesse mundo tão triste e enfadonho, mas confesso, a cada dia vejo mais cores por aí, e isso tem me ajudado a viver feliz.... Livin la vida louca...

segunda-feira, 29 de março de 2010


Mexendo na Bolsa também é ciência!
Vi no BBC Brasil:

Compulsão por gordura funciona como vício em cocaína, diz estudo

Uma pesquisa publicada esta semana afirma que os mecanismos do corpo que provocam vício em drogas são os mesmos que geram a compulsão por comer alimentos calóricos.

A pesquisa feita pelo Scripps Research Institute, no Estado americano da Flórida, afirma que, assim como o vício em drogas como cocaína, a compulsão por comidas gordurosas - como doces e frituras - é extremamente difícil de ser combatida.

O estudo, realizado com camundongos, mostra que as partes do cérebro que lidam com o prazer deterioram-se gradualmente na medida em que o consumo vai aumentando.

Essas regiões do cérebro vão respondendo cada vez menos aos estímulos, o que fez com que os camundongos comessem cada vez mais, tornando-se obesos.

O mesmo teste foi realizado com heroína e cocaína, e os ratos responderam da mesma forma.

Obesidade
Para o cientista Paul Kenny, que coordenou a pesquisa de três anos, uma dieta com alimentos gordurosos possui elementos que viciam.

"No estudo, os animais perderam completamente o controle sobre seu hábito de alimentação, o primeiro sinal de vício. Eles continuaram comendo demais mesmo quando antecipavam que receberiam choques elétricos, mostrando o quão estimulados eles estavam para consumir a comida."
A experiência foi feita com alimentos que provocam obesidade se consumidos em excesso, como bacon, salsichas e cheesecakes. Os animais começaram a engordar imediatamente.

O cientista relata que quando a dieta foi trocada por alimentos mais saudáveis, alguns deles se recusaram a comer e preferiram não se alimentar.

Prazer
Depois de analisar o resultado da pesquisa com camundongos, Kenny e sua equipe estudaram os mecanismos que provocam a compulsão.

O receptor D2 responde à dopamina, um neurotransmissor que está relacionado à percepção de prazer - como o provocado por comida, sexo ou drogas.

Quando há excesso no consumo de drogas como cocaína, por exemplo, o cérebro é "inundado" com dopamina, aumentando a sensação de prazer. Um processo semelhante acontece com dietas gordurosas. Com o tempo, no entanto, o cérebro recebe menos dopamina.

sábado, 27 de março de 2010

Da maternidade

“No final das contas, matar minha mãe foi bem fácil. A demência, conforme desponta, tem o poder de revelar o âmago da pessoa afetada. O âmago de mamãe era podre como a água fétida de um vaso de flores mortas”.

Assim, leve, começa Quase Noite, de Alice Sebold. Li o primeiro capítulo, mas dele não passei. Fiquei pensando nisso e depois assisti à condenação de Alexandre Nardoni pelo assassinato da filha.

Filha morta pelo pai, de acordo com a Justiça, na vida real. Mãe morta pela filha, na ficção.

(...)

Minha mãe passou uma semana inteira sem falar comigo.
Assim, sem nem me explicar o motivo. Eu o adivinho, mas não me arrependo nem um pouco, muito menos acumulo alguma culpa por conta dele.

Não cheguei a me sentir mal com o silêncio, mas sei que deveria. Mãe como sou, tenho dimensão da intensidade do relacionamento que existe (ou deveria haver) entre nós, mas por mais que eu tente e queira, nunca chega a isso. Para mim, ela é só uma estranha. Uma estranha com quem eu sempre tento ser simpática.

Uma estranha que retribui a simpatia, mas uma estranha.

Algumas vezes eu gostaria de entender isso, não tanto quanto gostaria de ter uma mãe para mim, uma daquelas estilo inteira, pacote completo, o que tento com o Totonho (mas também não sei se dará certo). Cruel, você que me está lendo, deve pensar. Sim, não nego, em nenhuma outra situação me sinto tão tirana como nessa (mas não sou ruim ao ponto de dizer isso para ela, e isso deve somar alguns pontos). Sei que me sinto mal quando esqueço de fingir que não me aflijo com isso. Por mim e por minha mãe. Dói.

De vez em quando eu gostaria de poder sentar com ela, contar as aflições do trabalho, aber como ela se sente, pedir um conselho sobre alguma possibilidade de um relacionamento, mostrar a música que descobri e é da época dela, o livro que ela poderia gostar... Procurando bem, da mãe que quis para mim encontro inteiro apenas um episódio. Ela, que deixou para o meu pai a tarefa de contar que existia menstruação, que nunca soube pela minha boca de um namorado, que não me aconselhou a nada que não fosse absolutamente casual, que me pediu para não ir para a universidade... Ela foi a primeira pessoa da família para quem falei da gravidez, por telefone e por extrema necessidade, mas foi a primeira a manifestar apoio. Não foi pouco, ainda que inesperado.

Eu sei que ela não é uma má pessoa, pelo contrário, sei que é boa - e generosa, sim, Paulinha, às vezes admito.Só não é a mãe que eu queria ter, a que eu um dia pretendo ser. Para mim não, mas quem sabe meus irmãos pensem diferente e o erro esteja nessa pecinha aqui. Não sei. Hoje eu queria saber o que é uma relação ideal entre mãe e filha, só isso. Cansei de tentar reverter o quadro e imaginar.

P.s.: ela voltou a falar comigo e eu não pretendo matá-la. Só para que fique claro.

quinta-feira, 25 de março de 2010

A culpa é das princesas??


Adoro filmes... sem uma preferência clara por algum tipo. Desde filme de suspense a filmes bobinhos de sessão da tarde! No último feriado, parei para assistir sessão da tarde. Estava passando Mulan. Assistindo aquele filme, lembrei de um artigo que li uma vez criticando as princesas da Disney, pois iam contra os princípios feministas e mexiam com a cabeça das crianças.

O filme me fez analisar duas vertentes. Primeira, adoram colocar a culpa na mídia. Não estou defendendo apenas porque vivo nesse meio. Mas é que é mais fácil jogar em uma instituição amorfa a responsabilidade pelos atos de cada um. Aqui, até o aumento dos casos de dengue um vereador colocou que era em parte responsabilidade da imprensa. Quantos filmes violentos, você leitor já assistiu? Agora pergunto, já saiu atirando em alguém por 'influência' da mídia? Aposto que não. O cinema, acredito ter sido extremamente injustiçado nessa questão. É nesse ponto que entram as princesinhas da Disney.

O artigo: A Disneyzação da Cultura Infantil, de Henri Giroux, debate o poder que a empresa possui. Segundo o autor, contos como a Bela Adormecida são exemplos de representação da mulher submissa, cujo único objetivo é esperar passivamente o príncipe encantado. Gente, eu cresci com esses filmes, e não acredito que seja passiva, muito menos submissa, em qualquer tipo de relacionamento. Pessoal ou profissional. Cada filme reflete a sua época. Não lembro quem era o autor da frase que dizia que jamais uma análise do próprio tempo será isenta, pois o pesquisador está intimamente relacionado com o objeto de estudo. Vocês assistiram 'E O Vento Levou'? Scarlet O'hara era extremamente avançada para sua época, chegava ao 'absurdo' de recusar um pretendente. Hoje, quão moderna ela é? Assim acontece com as princesas da Disney.
Voltando a Mulan, um desenho mais atual, hoje a mulher é outra. Isso se reflete no que é produzido. Mulan vai para a guerra, enfrenta seus pais e o preconceito de um país para salvar seu pai. Isso seria viável para a época em que Branca de Neve foi feito? E assim, encerro meu segundo ponto. A culpa não é da mídia, esta é apenas um reflexo da sociedade. Concorda ou não??

terça-feira, 23 de março de 2010

Por que as mulheres choram em casamentos?

Fiquei encucada com o assunto. Ainda mais porque, dos seis comentários no meu post anterior, 3 eram mulheres afirmando que, sim, choram em casamentos. Duas garantiram que não e uma disse que às vezes. Então, por que as mulheres choram e se emocionam tanto em casamentos?
"Um dos desejos primários da mulher é a maternidade", comenta Pedro Paulo Rodrigues Cardoso de Melo, psicólogo. "O homem é muito mais macho do que pai. A mulher é muito mais mãe do que fêmea", continua. E daí? Não é preciso casar para ter filhos.
Calma, moçoilas. O psicólogo ainda não terminou. "A mulher tem esse sentimento de maternidade inerente e o casamento representa isso. Então mexe com ela", garante.
Para exemplificar melhor, Pedro Paulo compara o desejo do matrimônio e da gestação ao medo que o homem tem de ficar sexualmente inativo. "Porque o sentimento de masculinidade do homem está refletido na virilidade do homem", aponta. Para o psicólogo, esse é o motivo de os homens falarem tanto de sexo. Já as mulheres, não, reflete.
O que explica muitas mulheres não se sentirem emocionadas tanto quanto antes é a revolução dos sexos. As mulheres deixaram de lado o desejo primeiro de manter uma família. Agora querem mais. Muito mais. E, com isso, teve que amadurecer seus sentimentos e emoções. Isso, talvez, as tenha tornado menos suscetíveis às manifestações emotivas a que causam os casamentos.
E você, concorda com isso? Acredita mesmo que o matrimônio represente a maternidade? E os homens, só pensam em sexo? No que pensam as mulheres?

segunda-feira, 22 de março de 2010

Diga o que tu bebes que eu te direi quem és?

A maioria das revistas femininas são engraçadas. As manchetes prometem milagres no amor, na cama, no seu corpo. Tem a matemática do amor para aquelas que querem somar e diminuir as diferenças com o parceiro ou possível parceiro; tem os mil e um segredos da Índia, mantras, posições, véus e tudo o mais que o magazine achar necessário para afirmar que, se seguir o passo a passo, o chá de calcinha estará garantido e, como não podia faltar, tem a dieta milagrosa, que emagrece mesmo – para que mais?
Neste mês a revista Nova promete desvendar as qualidades e defeitos dos homens, através de suas preferências alcoólicas. “Bebidas revelam a personalidade do gato”, afirma o magazine. E mais “Se o seu radar para o Mister Perfeito anda falhando na balada, talvez você esteja ignorando uma pista infalível sobre como cada homem pensa, age, transa: o drinque que ele escolhe.” Aceita um drink?
De acordo com a Nova, aquele que segura a cerveja tende a ser o mais popular da turma, confiante e bom de cama. “Na cama tem pegada forte e faz o serviço completo”. Se o copo for realmente a medida, as mulheres não têm do que reclamar: 90% dos homens tomam cerveja. Logo, mais da metade dos homens possuem esses requisitos ai. E, cuidado, porque a personalidade varia se a cerveja for importada e se for chope.
Se você não gostou das características dos que tomam cerveja e afins, tem o uísque, o martini, a vodca. Para cada bebida, um homem diferente. Alerta para os que consomem caipirinha! A caipira, drink tipicamente brasileiro, pasmem – eu não imaginava – é bebida de gay. “Como muita gente acredita que caipirinha combina mais com gays, um homem que não vê problemas em saboreá-la com vodca ou cachaça é autentico.”
Então, se não é homo, é autêntico. Que beleza. Se bebe vinho é rico. Mojito? É viajado e capricha nas preliminares (dá-lhe mojito neles). Ele toma vodca com energético? Daí é companheiro, divertido, tem pique.
Radar para o Mister Perfeito?
Caçando amor na balada?
Pensar, agir, transar, tudo é uma questão da bebida alcoólica ingerida?
Segundo Silvio Sussumu Sakuma, psicólogo, a questão não é tão simples assim, do tipo copo na mão com bebida tal e o sujeito será assim e assado. “As escolhas estão voltadas mais a questão de maturidade, as questões de vivencias. A questão de escolher uma bebida pela personalidade é bem projetivo da parte do homem. E essa escolha de bebida por personalidade não é só para o homem, mas para a mulher também”. Eu gosto de tequila, e você? Não confiei e nem concordei com as descrições. Você é aquilo que você bebe?

domingo, 21 de março de 2010

Se “é chato chegar a um objetivo num instante”...

Dor. A ansiedade e queixas de esperas caracterizam personalidades angustiadas. Pessoas que não controlam o nervosismo, que estão em constante movimento. Pessoas que não relaxam, que não sentem, não vivem. Figura imponente, forte. Tão valente quanto frágil é. Desta maneira, na terceira pessoa, como resposta.
Esperas criam resistências, criam controle - auto-controle. Esperas indesejadas e fora do controle. Está nas mãos de outrem, na sua mão, no coração, no seu.
O cérebro funciona, até quando desligado, não pára. Inércia. Saudade. Impotência, poucos argumentos. Convicção. Conformismo.
Eu espero. Ainda que não seja. Ainda que doa. Eu quero. Na primeira pessoa.