domingo, 28 de fevereiro de 2010

Quem tem medo de mudar???


Na bolso hoje tem mudanças... assustadoras mudanças. Querendo ou não, nunca é fácil se adaptar a uma nova rotina, o ser humano naturalmente estrutura sua vida em torno delas. E falo isso apesar de acreditar que ninguém deve ficar parado muito tempo.
Estava lendo sobre o assunto, e achei algumas informações sobre o tema em questão. Vamos a elas: a frase ‘Ninguém muda da noite para o dia’, pode ser clichê, mas válida. A idéia então é começar estabelecendo pequenos desafios.
Estava lendo um livro (bobinho, mas ótimo para relaxar e passar o tempo) e lá um psicólogo falava para a protagonista que para melhorar ela devia fazer uma coisa que desse medo por dia. Achei interessante..
A outra dica veio de um site na internet... são coisas simples para se acostumar a mudanças, por exemplo: use roupas com cores ou modelos que você não costuma usar; mude o caminho que utiliza para ir e voltar do trabalho; mude o supermercado.
Outra coisa que todos falam mas que dá um meeeeeeeeedo de colocar na prática: Evoluir o tempo todo é fundamental para quem quer ter sucesso. Infelizmente isso representa um salto no escuro.
Sobre a questão de fazer uma coisa que dê medo, devo dizer que neste mês, fiz uma bem grande. Se foi certo ou não, bom, daqui alguns dias posso voltar e dizer. Por enquanto apenas arrisquei, e como dizia uma frase que encontrei em outro site: todos devem ter coragem de se reinventar o tempo todo. Estou tentando!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Sobre a minha solidão


Quando eu era pequena sempre dizia que queria morar sozinha, queria ter as minhas coisas, meu carro, minha vida independente.Lutei bastante, o destino deu uma forcinha e hoje...é, e hoje eu não quero mais isso!

A solidão da minha casa me assusta, fico numa felicidade gigantesca quando minha família está aqui, pertinho de mim.
Sinto necessidade de gente, de calor humano, barulho de panelas na cozinha, rádio ligado em meio aos latidos dos cachorros.Saudades do almoço de domingo, da sujeira masculina no banheiro, dos rastros que a vida familiar deixa em meio aos caminhos da casa.
Mesmo tendo uma família totalmente presente em minha vida, a presença física faz muita falta.Tem dias que o desespero chega, as vezes ao acordar e perceber que estou sozinha, as vezes ao anoitecer, quando as luzes parecem não dar conta da escuridão que faz aqui...

Hoje sonho além, sonho com o dia em que tudo vai estar acomodado em meio as paredes da casa de novo, quero gente, família, amor, filhos...
Quero mais, muito mais do que hoje eu tenho aqui...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

'Você é do tipo de homem que grita com mulher!'



Sim, eu assisto BBB. E assisti, nessa semana, mais um barraco com a protagonização da Lia. Dessa vez com o Eliéser. Apesar de eu torcer pelo Eli, ele não é um dos meus preferidos. Ele é bobo, na minha opinião, e não argumenta muito bem nas discussões. É passional. Mas não é sobre ele, especificamente, que quero falar.
Durante a briga dos dois, a Lia disse para que ele sentasse e 'conversasse que nem homem'. Fato: a Lia gosta de brigar e acha que tem o rei na barriga. É só alguém votar nela para ela ir lá e tirar satisfação. Ninguém tem motivos para votar nela, e ela tem a razão sempre. Agora, querer que o Eli converse, mesmo ele não querendo, e provocando-o, ainda por cima, e dizer que não é homem porque estourou, porque não atendeu às suas expectativas, é demais. Depois vem ela com o 'moleque', que adora chamar os outros.
Não concordo com a atitude do Eli nessa discussão, de começar a gritar para a casa toda. Mas definitivamente, ninguém mais deve suportar a Lia ali dentro.
O que me chama a atenção foi ela dizer, toda cheia de si, que ele era do tipo de homem que grita com mulher. Por que, agora é proibido? Então os homens precisam ouvir todo e qualquer tipo de desaforo quietos, sem reação? Enquanto a mulher se descabela na sua frente, precisam contar até dez, para não perder a razão? Eu não concordo. Acredito, sim, que não se deve bater em mulher. Mesmo ela partindo pra cima, porque dificilmente uma mulher consegue machucar um homem. Agora, um tapinha de um homem pode derrubar uma mulher. E um homem consegue facilmente segurar uma mulher que tente lhe bater. A mulher não. Mesmo assim, não acho que as mulheres devem partir para cima. Porque assim dá brecha para uma agressão maior.
Na minha opinião, o Cadu deu o melhor conselho que o Eliéser podia ter tido: "Se você grita, você perde a razão. A não ser que gritem com você. Se você xingar, você está dando direito de eu gritar".
Porque isso é uma questão de respeito, independente do sexo. Se você grita com alguém, está lhe dando o direito de gritar com você também. Não porque é homem, porque é mulher. Porque é gente. E o respeito por gente tem que estar acima de tudo.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O que você espera de 2010?

“Espero recuperar os movimentos dos meus braços para voltar a trabalhar, quero paz, menos violência. Saúde.” Foi assim que um dos alunos da minha mãe respondeu a questão “O que você espera de 2010?”. Intrigada, ela foi perguntar o que tinha acontecido com o braço dele. Ele respondeu, sem raiva, normalmente. Com um certo receio contou a causa da cicatriz do seu braço direito: o padrasto.
Aos 14 anos João apanhou do padrasto, que, bêbado, usou o martelo para lhe surrar. As marteladas foram tão intensas que o menino teve que fazer inúmeras cirurgias, colocou pino, perdeu um tanto da sensibilidade nas mãos e um tanto dos seus movimentos braçais. Por causa da surra ele também perdeu o emprego. Mesmo novinho, ele precisa trabalhar. Sofreu durante a surra, depois da surra e hoje tenta se recuperar dela.
Segundo o Ministério da Saúde, as agressões constituem a principal causa de morte de jovens entre 5 e 19 anos. A maior parte dessas agressões são oriundas do ambiente doméstico. A violência doméstica é tão comum que a Unicef estima que, por dia, 18 mil crianças e adolescentes sejam espancados no Brasil. De acordo com os dados, os acidentes e as violências domésticas provocam 64,4% das mortes de crianças e adolescentes no País.
Os dados me chocam. Daí me recordo de João. Penso que ele está na faixa etária dos jovens que morrem por agressão, que ele sofre de violência doméstica, que o padrasto dele pode matá-lo e que ele pode fazer parte dos 64,4% dos mortos por agressão. Me dá medo e sinto um aperto enorme no peito, por, de imediato, não poder fazer nada.
A mãe do João quer voltar com o padrasto, que ficou preso por um tempo por causa da surra que deu no menino. O menino? Continua torcendo para que neste ano os movimentos do braço dele voltem, ele quer trabalhar para sair de casa, antes que seja tarde demais. “Se ele voltar, vai me matar, professora”.
Estou na torcida para que o braço dele fique bom. É isso que eu quero para 2010. Ah, também desejo que mulheres como a mãe de João se conscientizem de que violência não faz parte da rotina. Quero que entendam que a felicidade mora bem longe de tapas, surras e agressões psicológicas. E, você? O que você espera de 2010?



Ps: a música é o meu mantra para o João, para ele não esquecer da obrigação de ser feliz. Um pouco de fantasia também, pois ele não deve se permitir voar tanto.



terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Independência

Independência é tão relativa quanto qualquer outro assunto. Costumo dizer que tudo tem três lados. A sua opinião, a opinião contrária e uma exceção às regras.
Quando percebemos que nos tornamos, finalmente, independentes? Há milhares de situações e, cada uma delas, cobertas de entrelinhas.
O quarentão que ainda vive com a mãe e toma sopinha toda noite é dependente dela?
A estudante que tem dois empregos e estuda a noite é independente?
O jovem que não sabe estar sozinho é o quê?
Costumamos enxergar as coisas de acordo com a forma como as situações vão acontecendo em nossa vida e dando abertura para determinados pensamentos. Dizem que a personalidade se constrói com a vivência e experiências adquiridas com os anos de vida.
Eu dependo em 70% do dinheiro dos meus pais, mas me considero independente. Eu nasci pra ser assim. O dia que eu pisei os pés pra fora de casa, não senti medo. O dia que desembarquei num país estranho mal falando a língua local, eu não senti medo. O dia que terminei um namoro, não senti medo. E decido viajar sozinha, cozinho só para mim, faço compras sozinha e almoço sozinha. Isso tudo quando alguém não o quer fazer comigo. Solidão e independência têm uma distância grande.
Até o nosso país, independente, dependeu por algum tempo da cultura externa pra construir a sua própria. Mas essa história também tem três lados.






A foto é de uma viagem. Me sentindo independente.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

To Falando de Amor


Hoje quero falar de amor. Esse assunto parece nunca ter fim e mover muita coisa no mundo, e nem sei se vai sair de moda tão cedo. Não quero falar só de amor gay. Quero falar de amor em todas as suas formas mas principalmente salientar o quanto me surpreendo a cada dia ao ver como e quando ele se manifesta. Falo isso porque tinha acabado de sair de um "romance". Para mim tava tudo certo, sabe? Eu gostava do carinha e ele de mim, mas na besteira ele quis terminar. Na verdade acredito ter sido muito bom para os dois. Não acredito muito nessa história de destino mas as coincidências da vida me intrigam. Um pouco antes do carnaval fiquei sabendo que a criatura com a qual tinha terminado já tinha ficado com outra pessoa. Não fiquei mal com isso, de verdade, mas isso me fez desencanar de vez e resolver viver e partir, talvez, pra outra. Então fui inocentemente pular meu carnaval. Resultado: há uma semana estou ficando com um carinha super mais tudo na minha vida e que também está feliz. Sorte? Não sei... Coincidência? Pode ser... Sei que me impressiono com essas questões do amor. Passei então a acreditar que o amor é super malandro... Ele se manifesta quando você não espera ou quando desencana de tudo... E quando ele vem... arrebenta com a gente. Que bom, to feliz. Beijos Gatas.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

20 e poucos...



A chamam de ‘crise do quarto de vida’. Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos. Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado, etc.. E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco. As multidões já não são ‘tão divertidas’. .. E as vezes até lhe incomodam. E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante. Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo. Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você. Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor. Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal. Ou, talvez, a noite você se lembre e se pergunte por que não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor. Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar. Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparado para se comprometer pelo resto da vida. Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar bêbado e agir como um idiota começa a parecer, realmente, estúpido. Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado e significa muito dinheiro para seu pequeno salário. Olha para o seu trabalho e, talvez, nao esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo. Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer. Suas opiniões se tornam mais fortes. Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é. Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso.
De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando. Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você. E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela. O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse textos nos identificamos com ele. Todos nós que temos ‘vinte e tantos’ e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes. Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça… Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos… Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro. Parece que foi ontem que tínhamos 16… Então, amanha teremos 30?!?! Assim tão rápido?!? FAÇAMOS VALER NOSSO TEMPO… QUE ELE NÃO PASSE!

Autor desconhecido.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Se beber, não use o celular

Você sai, bebe todas, coloca a mão no bolso e o inevitável acontece: o celular está ali, prontinho para depor contra sua sobriedade. Quem nunca mandou uma mensagem em horas alheias e com um pouquinho mais que o habitual de coragem, atire a primeira pedra.

Pensando nisso e nas histórias bizarras que o álcool e a tecnologia permitem, tem gente até fazendo com que a vergonha alheia renda. O Texts From Last Night está aí, mas como ainda está sem tradução para o português e é de gente que mora tão, tão longe, cabe a nós abrir a bolsinha (no meu caso uma bolsa enorme) e resgatar o celular, ou trazer à tona aquela memória quase apagada à força.

Não tem? Ah! Eu duvido!

A melhor mensagem ganha um prêmio, prometo, na primeira reunião das garotas do blog! Ah! Tá valendo para pagar a vergonha, não?