terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Quem fica em cima do muro...

...leva tiro dos dois lados.

Dando continuidade ao HCR, eu digo: colorimos!

A exemplo dos absurdos ataques a homossexuais em São Paulo, percebemos a discrepância de atitudes e opiniões. Estamos acostumados, nosso país é bipolar. Basta subir o Elevador Lacerda e Salvador se divide em duas realidades, atravessar o Rio Belém em Curitiba e perceber a diferença. E nesse ritmo, a contrariedade invade nossas casas.

O bonito discurso da igualdade serve para o playboy que apresenta um seminário na faculdade. Mas não tem valor depois que abandona a sala de aula. E vivendo, se acostumando com isso, infelizmente nos transformamos em almas influenciáveis.

Bonitos são os protestos. O beijaço ocorrido em frente ao Café Ofner, em São Paulo, é um grande exemplo de unipolaridade. É exemplo para a maria vai com as outras.
Depois da ridícula cena de repressão às carícias entre dois homens, o Café Ofner precisou encarar a opinião de peso dos que representam os feridos nos ataques e os repreendidos por preconceito. Infelizmente o Café só se “arrependeu” depois de perceber um possível processo a caminho e de ver a maioria de seus clientes apoiando o beijaço.

Opinião, minha gente.
Seja com relação ao preconceito, à política, à religião... Opinião!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Pensando um pouquinho...





Amigos gays. É ótimo tê-los, você descobre um mundo novo, questiona sobre muitas coisas, descobre se fulano é gay também, ou se ciclano leva jeito pra coisa, enfim, é uma sensação, pra maioria das pessoas. O negócio muda de cor quando se trata de família. Minha mãe, por exemplo, teve um amigo gay, que foi um dos melhores amigos que ela teve, faleceu com AIDS. Minha irmã, lembro de falar com orgulho de amigos gays, e que eram o máximo, e blá, blá, blá. Quando souberam de mim, o mundo caiu. Eu entendo e não entendo. Soa meio contraditório concordar com amigos gays e adorar o mundo gay e depois repudiá-lo quando é em família. Ao mesmo tempo que compreendo a dificuldade de ter alguém gay dentro de casa, ainda fico meio ressabiado com isso. Mas é normal, não? Minha mãe imaginava uma nora, não um genro, da minha parte. Também não sonhava com um neto adotado com pai e pai. Claro, nem ela, nem a maioria das pessoas pensam na possibilidade de o filho não ser hétero. Por isso o estranhamento, a frustração, a angústia. Eu sei (e tomara que seja mesmo) que o tempo reverterá a situação e poderei ser a concretização dos sonhos de família, mas até lá as coisas vão ferindo. Depois que saí do armário em casa, os comentários preconceituosos criaram volume, por causa do choque, e isso vai ferindo. Galera, nós gays temos que ter uma paciência com isso... É trabalho duro. Enquanto as coisas não mudam, vou me deslumbrando com uma vida linda como nos maravilhosos curtas que aqui indico de Daniel Ribeiro, vencedores de prêmios importantíssimos pelo mundo, vale a pena assistir, pare um pouco e assista, não vai se arrepender: "Eu não quero voltar sozinho" e "Café com Leite", você encontra-os facinho no youtube. Bom, hoje foi mais um desabafo mesmo e essas indicações maravilhosas de curtas, que tenho certeza, irão amar. Beijos no coração, e vamos colorir!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Você vem sempre aqui?



- Tava pensando em você!
- Ah é...
- Em você....pelado.

Uma das partes está afim, e a outra? Para amenizar a tensão entre essas duas pessoas, que por vezes não se conhecem, nada melhor que mandar aquela cantada. De preferência a mais pedreira que você conhece. As cantadas servem mais para quebrar o gelo, dar risada.
Eu sou pedreira! Que a atire a primeira pedra quem nunca pedreirou. Mulheres também pedreiram, meu bem. Mesmo que alguns homens – e outras mulheres - não gostem. Afinal, qual é o problema de dizer que ele é a cereja do seu bolo, que ele é o bombom que faltava na sua caixa de chocolates? Melhor ainda é apelar para as clássicas: Você vem sempre aqui? Tá quente aqui!
Não vejo e não tenho problemas com as cantadas. Se elas funcionam? Algumas vezes. E você, o que acha das cantadas? Prefere ser pedreirada ou pedreirar? E os homens, será que eles gostam de ser cantados?

PS: Pedreira sim, vulgar não.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Histeria feminina

A internet tem de tudo não é mesmo? Enquanto procurava dados da última safra de trigo, eis que o brilhante Google mostrou um tópico sobre as 10 práticas estranhas do passado. Entre elas, fazer sapatos com pele humana, lobotomias e testes de gravidez baseados em urina e sacas de trigo. Mas acalmem-se que o melhor ainda estava por vir. Sabe qual era o líder isolado da tabela? A histeria feminina, para vocês entenderem melhor o que era segue a explicação do site:

Em 1859, um médico chegou a dizer que um quarto de todas as mulheres sofria com histeria feminina. Outro médico catalogou 75 páginas de sintomas que caracterizavam a histeria feminina. De acordo com o documento, quase todos os males que o corpo humano sofre, independente do motivo, poderiam ser caracterizados como sintomas da doença. Acreditava-se que a “vida moderna” do século XIX fazia com que as moças fossem mais suscetíveis a desenvolver histeria.

Mas isso não é o problema, adivinhem o tratamento? Um pouco invasivo na minha opinião. Como a histeria era associada com insatisfação sexual, o médico fazia “massagens pélvicas” na moça até que elas passassem por “paroxismo histérico” – em outras palavras, o médico masturbava a paciente até que ela tivesse um orgasmo. E, estranhamente, eles diziam que apesar das pacientes não terem risco de morte, elas precisavam de tratamento constante. Ah, eles era pagos para isso.

Ainda segundo o site, em 1873, o primeiro vibrador foi inventado para propósitos médicos – eles eram apenas disponíveis para os médicos que os usavam e não para as moças insatisfeitas diretamente. Posteriormente, o aparelho se popularizou e as moças puderam comprar seus companheiros sem a “interferência médica”.

Segue um cartaz da maravilhosa técnica revolucionária...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Acidental. Ou não.


Estava dando uma fuçada em blogs e li, no 7X7, um artigo que achei interessante, da Letícia Sorg. Ela fala de um outro artigo, em inglês, publicado no jornal Los Angeles Times, onde a médica Valerie Ulene diz que as pessoas estão muito acostumadas a afirmar que tudo é acidente. E não é. Acidente é quando não se pode evitar, alega a médica. Então, afirmar que uma gravidez é acidental deveria ser uma situação rara, e não é. A falta de uso de preservativos, de outros métodos contraceptivos nos faz alegar, em caso de gravidez, que foi um acidente. Mas era possível ser evitado. Então não foi acidental.
Achei interessante. Porque a gente é irresponsável nesse ponto. Como se a gravidez fosse o pior dos problemas que o não uso de preservativos possa causar. E é incrível como a gente vive com a ideia de que isso não vai acontecer com a gente. E as maneiras anticoncepcionais são tantas que é praticamente impossível encontrar uma que não se encaixe com você.
Daqui pra frente é bom ficar atento. Porque acidentes acontecem, mas é mesmo um acidente?

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

E o mundo volta ao seu normal…

Voltava ao seu lugar. Lentamente... milésimos por segundo. Quando era o nome dela que saía da sua boca e não o meu. No momento em que alguma música, texto ou ainda determinado texto remetia a uma lembrança da história entre vocês. Em alguma foto salva no computador, ou ainda, perdida nas linhas de algum texto seu. O mundo voltava, aos poucos, aos seus conformes. E eu, com a minha velha companheira insegurança (essa sim persistente), me sentia uma anã perto dela.
O que eu realmente queria era que você lutasse por mim, que me pegasse em seus braços e dissesse que eu era a única, que me amava, mas isso jamais aconteceu.
Hoje percebo que, de fato, nunca houve um nós e sim um ela. Eu sempre fui uma substituta esperando a protagonista entrar em cena. Uma reserva que assiste ao espetáculo da primeira fila, e mesmo assim deve sorrir. Sorrir porque tal protagonista é sua amiga, e está exatamente onde deveria estar.
O que me entristece não é o fato de você não querer nenhum compromisso comigo (tá, talvez algumas das muitas lágrimas sejam por isso), nem aquele sentimento de ser o seu fim de festa. Infelizmente, parte disso é minha culpa, eu me submeti a tal situação. O que realmente me entristece e decepciona é que, mesmo gostando de outra, e principalmente por não ser uma outra qualquer, você deixou as coisas chegarem longe demais. Como devo agir no momento em que encontrar vocês dois juntos?
E sabe qual seria o meu único desejo se na minha frente surgisse um gênio da lâmpada mágica, igual aquele do desenho que eu adorava assitir quando pequena? Pediria a máquina do Dr. Mierzwiak, só que eu não faria como o Joel. Eu iria até o fim, não deixaria nenhuma lembrança em minha mente. Confesso, sou covarde.
É triste se conformar que é assim que deve ser. Que, finalmente, o mundo está de volta no lugar.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A atração e o caos.

Dizem que os opostos se atraem. No estudo físico eu até concordo, aquela coisa de magnetismos e afins.
Na psicologia, C. G Jung defendia a idéia de que projeções das imagens masculinas presentes nas experiências femininas seriam refletidas nas escolhas de um parceiro.
Isso me soa como um Complexo de Édipo, por Freud, às avessas. E pior, meu bem. O mesmo Jung consegue piorar. Ele inventou o Complexo de Electra.
Eu sei, é fato que eu, ainda que inconscientemente, procuro a inteligência e caráter do meu pai nos bofes que aparecem por aí. E vou dizer, tá difícil. Mas essa história de Electra tá bem longe da realidade. E não há Jung que invada meu inconsciente e diga o contrário.
Voltando aos opostos. Se é verdade que os opostos se atraem, I must be an angel. Eu tenho um amigo que diz que só atrai loucas. Eu acho que sou uma versão feminina dele.
E você? Procura o seu oposto? Ou você e a sua tampa da panela são tão parecidas que você até se confunde?

domingo, 28 de novembro de 2010

It Gets Better - Vai Melhorar...

O Bullying sempre existiu. Infelizmente é verdade. Eu sofri com isso durante muito tempo e as pessoas ainda sofrem, infelizmente também. Os homossexuais e bissexuais têm maior taxa de suicídio segundo um estudo norte-americano. Diante destas situações, um homem chamado Dan Savage e seu companheiro, fizeram um vídeo para trazer esperança aos jovens adolescentes vítimas de bullying nas escolas, dizendo que tudo "vai melhorar". Dois meses após o vídeo, mais de 5000 pessoas criaram seus vídeos e fizeram disso um movimento que hoje é denominado : "It Gets Better" (Vai melhorar). Nestes vídeos as pessoas contam das suas experiências com a vida como homossexual, sofrimentos, alegrias, angústias e esperanças, e principalmente encorajam os adolescentes gays a não desistirem de suas vidas, que todo o sofrimento pelo qual a maioria passa, vai passar, vai melhorar. E não são somente os homossexuais que gravam esses vídeos, mas pessoas de todos os gêneros, orientações e nacionalidades, tendo inclusive personalidades aderido à campanha, como, por exemplo, Barack Obama. Confesso ter ficado emocionado com muitos dos vídeos que assisti, mas ainda no Brasil as pessoas não começaram a gravarem seus vídeos, e acredito ser interessante... Bem, aqui abaixo deixo um vídeo que funcionários da Pixar Enterteinment gravaram para a campanha, com depoimentos que me comoveram muito. Isso aí gente, esperança e força pra esse mundo inteiro, precisamos de cores, muitas cores, bora colorir.