sábado, 8 de maio de 2010

A tênue linha entre...


Há alguns dias uma notícia apareceu. Coreia do Norte proibiu as mulheres no volante. E, como se não bastasse, no guidão também.
Então, como seqüência da linha de raciocínio, a burca, os pretendentes pré determinados, a virgindade, as violentíssimas penas de morte, o silêncio e tantas negações às vontades das mulheres. Sejam afegãs, indianas, iranianas...
Piadinhas infames sobre mulheres ao volante a parte. Fato é que em alguns países, ainda que conservadores, as representantes femininas estão conquistando espaço e, por que não, parte de sua liberdade, dirigindo táxis. O start se deu no
México quando mulheres sentiram que o assédio dos taxistas não valiam a corrida. A partir de então, Egito, Líbano e outros países com uma carga cultural muito mais rígida passaram a aceitar a idéia pelos mesmos motivos.
Ainda que haja quem aponte o movimento do táxi cor de rosa como sexista, ou que argumente dizendo que as mulheres “não conhecem bem as ruas do Cairo”, elas têm ganhado status e até mesmo reservas de outros países para garantir a segurança das mulheres turistas.
Sexista é dizer que a profissão é perigosa e inadequada para uma mulher. E, defendendo as egípcias, óbvio que elas não conhecem as ruas da cidade. Até então não podiam sair de casa.
O paradoxo é que a necessidade surgiu por conta de problemas causados pelos próprios reclamões. Estava fácil assediar a cliente dentro do táxi?!

Deixando o sarcasmo um pouquinho de lado e apesar do desenrolar sobre as mulheres ao volante, a questão mais complexa por trás disso se dá pela cultura. Até que ponto um fator cultural não invade ou contraria os direitos humanos?
E até onde podemos lutar para que diminuamos o sofrimento de alguns sem interferir em suas origens?

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Meu ex, meu amigo. oO

Não posso beber com meu celular do lado. O fato é que vou caçando, caçando, até encontrar na minha agenda os benditos nomes dos meus ex. Parece que os nomes dos defuntos estão com negrito, itálico e sublinhados na agenda. No meu caso, eu libero o meu ID e tranco meu superego a sete chaves, ninguém me segura. A álcool entra, a verdade auto-sai. Mas é que é assim... Vez em quando passa pela minha cabeça algo como "era pra eu estar com tal pessoa hoje..." ou "se a gente tivesse continuado juntos...". Enfim... Por que me assombram? Com a maioria eu já discuti, briguei, fiz as pazes, rebriguei... e sempre continuo com eles na lembrança. Acho que é carência. No mundo gay um namoro de 3 meses praticamente equivale a um namoro de um ano hétero. Por causa da nossa dificuldade de encontro, não podemos sair em qualquer lugar para não "ferir a moral das pessoas". E esse é um dos fatores que enchem minha agenda do celular com ex. É estranho terminar. Pelo menos comigo sempre é. Eu imagino "caraca, não vou mais beijar ele?" É, nem sempre é assim. Sei que tudo o que passa na nossa história deixa um pedaço e leva um nosso. Mesmo que um relacionamento tenha sido conturbado sempre nos lembramos depois. Existe uma canção de um cantor e compositor uruguaio que um amigo de uma amiga me apresentou. "La trama y el desenlace" é o nome da canção de Jorge Drexler. Linda canção. O refrão diz... "Amar la trama mas que desenlace", ou seja, amar a trama e não o fim. Se todos amássemos os momentos que vivemos dentro de um relacionamento e não focássemos no fim não haveriam desilusões amorosas e logo perdoaríamos nossos ex pelo fim (ou seríamos perdoados). Nessa ótica, dá até para termos amigos ex. Eu tenho vários. Mas a maioria das pessoas tem inimigos ex. E como é com você? Você tem muitos amigos ou inimigos ex? Acha possível a amizade depois do fim? Ama a trama ou o desenlace? Beijos gatas. E vamos colorir o mundo. Assista ao vídeo de la cancion : http://www.youtube.com/watch?v=M2rG8HZFIP4

quinta-feira, 6 de maio de 2010

É, domingo é Dia das Mães

Com ele encaixado no meu colo, olho no olho, eu segurando duas mãozinhas abertas no meu rosto, um pouquinho de pretensão:

-Você gosta de mim mais que tudo ou um tantinho menos que mais que tudo?
-Eu gosto docê, mamãe. Bip-biiiiip, buzina de caminhão.

E riu, desvencilhando as mãos rápidas para transformar meu nariz em um volante barulhento.



Não gosto do Dia das Mães.
Não me agradava quando era criança e fazia cartão na escola. Fiquei com raiva quando minha avó morreu em um deles, na adolescência. Continuei não sendo simpática depois que comecei a comprar presentes. Ainda não consegui me acostumar com o fato de que também é meu dia. Mas, às vezes, eu me emociono com as propagandas sobre o dia de comprar presentes para as mães, como aconteceu ontem com o comercial da Renner. Pensei em quem faz plano, imagina, sonha em ser mãe. E não consegue.



Lembrei da Valdivânia. Recordei a emoção dela em pegar o Marco Antônio no colo, a vontade desenhada nos olhos de ter uma criança para si, o pedido brincalhão, mas sincero, de que eu gerasse um filho para ela. Em tempo: não planejei ser mãe e não inclui emoções muito saudáveis na gestação. Imaginei muito pouco o rosto que teria meu filho e o que eu faria com ele depois, apenas deixar levar, sem mapa e sem GPS. Inacreditavelmente, deu certo - e muito, mas sem eu deixar de questionar o quanto a vida é sarcástica.

Parece brincadeira do destino que mulheres que nunca sonharam com a maternidade tenham filhos indesejados. É cruel que aquelas que sonham com isso todos os dias nunca possam experimentar a sensação de olhar para uma criança agarrada no peito e perceber que a vida sem aquele pedacinho de gente não faria sentido.

É mais cruel ainda que algumas mulheres experimentem a maternidade com um filho que, de repente, não é tão seu como se pensava, como aconteceu com a Queila e a Elaine em Goiás.

É desumano que algumas, como a Ana Carolina, percam os filhos e passem o domingo só com a lembrança dos parabéns e do abraço que poderiam receber. É lamentável, mas humano e comum, que muitas pessoas só tenham a lembrança da mãe.

E, sim, é meio idiota eu não gostar da data, mas fundamental eu não esquecer dela nos outros dias do ano – do lado de cá e de lá da corrente.

P.s.: o itálico do começo é um motivo forte para eu não gostar do Dia das Mães, mas amar cada um dos meus momentos de mãe. Eles valem bem mais a pena que os cumprimentos e as flores que virão pela data.

quarta-feira, 5 de maio de 2010



Em visita ao site da revista Veja, eu me deparei com a matéria abaixo, e logo pensei, tenho que compartilhar isso com minhas amigas!

Leia e opine. Você prefere sozinha ou acompanhada?

Não precisa casar. Sozinho é melhor

O psiquiatra decreta a morte do amor romântico e diz que a vida de solteiro é um caminho viável para a felicidade

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Duda Teixeira


"Para os meus pacientes, eu sempre digo: se você tiver de escolher entre o amor ea individualidade, opte pelo segundo."

Com 41 anos de clínica, o médico psiquiatra Flávio Gikovate acompanhou os fatos mais marcantes que mudaram a sexualidade no Brasil e no mundo. Por meio de mais de 8.000 pessoas atendidas, assistiu ao impacto da chegada da pílula anticoncepcional na década de 60 e a constituição das famílias contemporâneas, que agregam pessoas vindas de casamentos do passado. Suas reflexões sobre o amor ao longo de esse tempo foram condensadas no seu 26º livro, Uma História de Amor... com Final Feliz. Na obra, a oitava sobre o tema, Gikovate ataca o amor romântico e defende o individualismo, entendido não como descaso pelos outros e sim como uma maneira de aumentar o conhecimento de si próprio. Tendo sido um dos primeiros a publicar um estudo no país sobre sexualidade, atuou em diversos meios de comunicação, como jornais e revistas e na televisão. Atualmente, possui um programa na rádio, em que responde perguntas feitas por ouvintes. Aos 65 anos, ele atendeu a reportagem de Veja em seu consultório no elegante bairro dos Jardins, em São Paulo.

http://veja.abril.com.br/veja_online_2006/imagens/pix.gif

"Os solteiros que estão mal são os que ainda sonham com o amor romântico. Pensam que precisam de outra pessoa para se completar. Como Vinicius de Moraes, acham que que 'é impossível ser feliz sozinho'. Isso caducou. Daí, vivem tristes e deprimidos."

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Veja - O senhor diria para a maioria das pessoas que o casamento pode não ser uma boa decisão na vida?
Gikovate - Sim. As pessoas que estão casadas e são felizes são uma minoria. Com base nos atendimentos que faço e nas pessoas que conheço, não passam de 5%. A imensa maioria é a dos mal casados. São indivíduos que se envolveram em uma trama nada evolutiva e pouco saudável. Vivem relacionamentos possessivos em que não há confiança recíproca nem sinceridade. Por algum tempo depois do casamento, consideram-se felizes e bem casados porque ganham filhos e se estabelecem profissionalmente. Porém, lá entre sete e dez anos de casamento, eles terão de se deparar com a realidade e tomar uma decisão drástica, que normalmente é a separação.

Veja - Ficar sozinho é melhor, então?
Gikovate - Há muitos solteiros felizes. Levam uma vida serena e sem conflitos. Quando sentem uma sensação de desamparo, aquele "vazio no estômago" por estarem sozinhos, resolvem a questão sem ajuda. Mantêm-se ocupados, cultivam bons amigos, lêem um bom livro, vão ao cinema. Com um pouco de paciência e treino, driblam a solidão e se dedicam às tarefas que mais gostam. Os solteiros que não estão bem são geralmente os que ainda sonham com um amor romântico. Ainda possuem a idéia de que uma pessoa precisa de outra para se completar. Pensam, como Vinicius de Moraes, que "é impossível ser feliz sozinho". Isso caducou. Daí, vivem tristes e deprimidos.

Veja - Por que os casamentos acabam não dando certo?
Gikovate - Quase todos os casamentos hoje são assim: um é mais extrovertido, estourado, de gênio forte. É vaidoso e precisa sempre de elogios. O outro é mais discreto, mais manso, mais tolerante. Faz tudo para agradar o primeiro. Todo mundo conhece pelo menos meia-dúzia de casais assim, entre um egoísta e um generoso. O primeiro reclama muito e, assim, recebe muito mais do que dá. O segundo tem baixa auto-estima e está sempre disposto a servir o outro. Muitos homens egoístas fazem questão que a mulher generosa esteja do lado dele enquanto ele assiste na televisão os seus programas preferidos. Mulheres egoístas não aceitam que seus esposos joguem futebol. Consideram isso uma traição. De um jeito ou de outro, o generoso sempre precisa fazer concessões para agradar o egoísta, ou não brigar com ele. Em nome do amor, deixam sua individualidade em segundo plano. E a felicidade vai junto. O casamento, então, começa a desmoronar. Para os meus pacientes, eu sempre digo: se você tiver de escolher entre amor e individualidade, opte pelo segundo.

Veja - Viver sozinho não seria uma postura muito individualista?
Gikovate - Não há nada de errado em ser individualista. Muitos dos autores contemporâneos têm uma postura crítica em relação a isso. Confundem individualismo com egoísmo ou descaso pelos outros. São conceitos diferentes. Outros dizem que o individualismo é liberal e até mesmo de direita. Eu não penso assim. O individualismo corresponde a um crescimento emocional. Quando a pessoa se reconhece como uma unidade, e não como uma metade desamparada, consegue estabelecer relações afetivas de boa qualidade. Por tabela, também poderá construir uma sociedade mais justa. Conhecem melhor a si próprio e, por isso, sabem das necessidades e desejos dos outros. O individualismo acabará por gerar frutos muito interessantes e positivos no futuro. Criará condições para um avanço moral significativo.

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"As colunas e programas de rádio que eu faço não me trazem clientes. Às vezes, só atrapalham. Em 1982, aceitei trabalhar com o Corinthians. Era a democracia corinthiana. Foi um balde de água fria na clínica."

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Veja - Por que os casamentos normalmente ocorrem entre egoístas e generosos?
Gikovate - A idéia geral na nossa sociedade é a de que os opostos se atraem. E isso acontece por vários motivos. Na juventude, não gostamos muito do nosso modo de ser e admiramos quem é diferente de nós. Assim, egoístas e generosos acabam se envolvendo. O egoísta, por ser exibicionista, também atrai o generoso, que vê no outro qualidades que ele não possui. Por fim, nossos pais e avós são geralmente uniões desse tipo, e nós acabamos repetindo o erro deles.

Veja - Para quem tem filhos não é melhor estar em um casamento? E, para os filhos, não é melhor ter pais casados?
Gikovate - Para quem pretende construir projetos em comum – e ter filhos é o mais relevantes deles – o melhor é jogar em dupla. Crianças dão muito trabalho e preocupação. É muito mais fácil, então, quando essa tarefa é compartilhada. Do ponto de vista da criança, o mais provável é que elas se sintam mais amparadas quando crescem segundo os padrões culturais que dominam no seu meio-ambiente. Se elas são criadas pelo padrasto, vivem com os filhos de outros casamentos da mãe, mas estudam em uma escola de valores fortemente conservadores e religiosos, poderão sentir algum mal-estar. Do ponto de vista emocional, não creio que se possa fazer um julgamento definitivo sobre as vantagens da família tradicional sobre as constituídas por casais gays ou por um pai ou mãe solteiros. Estamos em um processo de transição no qual ainda não estão constituídos novos valores morais. É sempre bom esperar um pouco para não fazer avaliações precipitadas.

Veja - Que conselhos você daria para um jovem que acaba de começar na vida amorosa?
Gikovate - É preciso que o jovem entenda que o amor romântico, apesar de aparecer o tempo todo nos filmes, romances e novelas, está com os dias contados. Esse amor, que nasceu no século XIX com a revolução industrial, tem um caráter muito possessivo. Segundo esse ideal, duas pessoas que se amam devem estar juntas em todos os seus momentos livres, o que é uma afronta à individualidade. O mundo mudou muito desde então. É só olhar como vivem as viúvas. Estão todas felizes da vida. Contudo, como muitos jovens ainda sonham com esse amor romântico, casam-se, separam-se e casam-se de novo, várias vezes, até aprender essa lição. Se é que aprendem. Se um jovem já tem a noção de não precisa se casar par ser feliz, ele pulará todas essas etapas que provocam sofrimento.

Veja - As mulheres são mais ansiosas em casar do que os homens? Por quê?
Gikovate - As mulheres têm obsessão por casamento. É uma visão totalmente antiquada, que os homens não possuem. Uma vez, quando eu ainda escrevia para a revista Cláudia, o pessoal da redação fez uma pesquisa sobre os desejos das pessoas. O maior sonho de 100% das moças de 18 a 20 anos de idade era se casar e ter filho. Entre os homens, quase nenhum respondeu isso. Queriam ser bons profissionais, fazer grandes viagens. Essa diferença abismal acontece por razões derivadas da tradição cultural. No passado, o casamento era do máximo interesse das mulheres porque só assim poderiam ter uma vida sexual socialmente aceitável. Poderiam ter filhos e um homem que as protegeria e pagaria as contas. Os homens, por sua vez, entendiam apenas que algum dia eles seriam obrigados a fazer isso. Nos dias que correm, as razões que levavam mulheres a ter necessidade de casar não se sustentam. Nas universidades, o número de moças é superior ao de rapazes. Em poucas décadas, elas ganharão mais que eles. Resta acompanhar o que irá acontecer com as mulheres, agora livres sexualmente, nem sempre tão interessadas em ter filhos e independentes economicamente.

Veja - Como será o amor do futuro?
Gikovate - Os relacionamentos que não respeitam a individualidade estão condenados a desaparecer. Isso de certa forma já ocorre naturalmente. No Brasil, o número de divórcios já é maior que o de casamentos no ano. Atualmente, muitos homens e mulheres já consideram que ficarão sozinhos para sempre ou já aceitam a idéia de aguardar até o momento em que encontrarão alguém parecido tanto no caráter quanto nos interesses pessoais. Se isso ocorrer, terão prazer em estar juntos em um número grande de situações. Nesse novo cenário, em que há afinidade e respeito pelas diferenças, a individualidade é preservada. Eu estou no meu segundo casamento. Minha mulher gosta de ópera. Quando ela quer ir, vai sozinha. E não há qualquer problema nisso.

Veja - Quando duas pessoas decidem morar juntas, a individualidade não sofre um abalo?
Gikovate - Não necessariamente elas precisarão morar juntas. Em um dos meus programas de rádio, um casal me perguntou se estavam sendo ousados demais em se casar e continuarem morando separados. Isso está ficando cada dia mais comum. Há outros tantos casais que moram juntos, mas em quartos separados. Se o objetivo é preservar a individualidade, não há razão para vergonha. O interessante é a qualidade do vínculo que existirá entre duas pessoas. No primeiro mundo, esse comportamento já é normal. Muitos casais moram até em cidades diferentes.

Veja - É possível ser fiel morando em casas ou cidades diferentes?
Gikovate - A fidelidade ocorre espontaneamente quando se estabelece um vínculo de qualidade. Em um clima assim, o elemento erótico perde um pouco seu impacto. Por incrível que pareça, essas relações são monogâmicas. É algo difícil de explicar, mas que acontece.

Veja - Com o fim do amor romântico, como fica o sexo?
Gikovate - Um dos grandes problemas ligados à questão sentimental é justamente o de que o desejo sexual nem sempre acompanha a intimidade efetiva, aquela baseada em afinidade e companheirismo. É incrível como de vez em quando amor e sexo combinam, mas isso não ocorre com facilidade. Por outro lado, o sexo com um parceiro desconhecido, ou quase isso, é quase sempre muito pouco interessante. Quando acaba, as pessoas sentem um grande vazio. Não é algo que eu recomendaria. Hoje, as normas de comportamento são ditadas pela indústria pornográfica e se parece com um exercício físico. O sexo então tem mais compromisso com agressividade do que com amor e amizade. Jovens que têm amigos muito chegados e queridos dizem que transar com eles não tem nada a ver. Acham mais fácil transar com inimigos do que com o melhor amigo. Penso que, com o amadurecimento emocional, as pessoas tenderão a se abster desse tipo de prática.

http://veja.abril.com.br/veja_online_2006/imagens/pix.gif

"As razões que levavam as mulheres a ter necessidade de casar não se sustentam mais. Nas universidades, o número de moças é superior ao de rapazes. Em poucas décadas elas ganharão mais
que eles."

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Veja - As desilusões com o primeiro casamento têm ajudado as pessoas a tomar as decisões corretas?
Gikovate - No início da epidemia de divórcios brasileira, na década de 70, as pessoas se separavam e atribuíam o desastre da união a problemas genéricos. Alguns diziam que o amor acabou. Outros, o parceiro era muito chato. Não se davam conta de que as questões eram mais complexas. Então, acabavam se unindo à outras pessoas muito parecidas com as que tinham acabado de descartar. Hoje, os indivíduos estão mais críticos. Aceitam ficar mais tempo sozinhos e fazem autocríticas mais consistentes. Por causa disso, conseguem evoluir emocionalmente e percebem que terão que mudar radicalmente os critérios de escolha do parceiro. Se antes queriam alguém diferente, hoje a tendência é buscarem uma pessoa com afinidades.

Veja - O senhor já escreveu colunas para jornais, revistas, atuou na televisão e agora tem um programa na rádio. O senhor se considera um marqueteiro?
Gikovate - Sempre gostei de trabalhar com os meios de comunicação. Psicologia não é assunto para especialistas, mas de todo mundo. Faço essas coisas também porque é uma forma de entrar em contato com um público diferente do que eu encontro normalmente. Na rádio, respondo perguntas de gente tacanha, que jamais teriam condição de pagar uma consulta. Estão em um outro patamar financeiro. Mas o que dizem, é ouro puro. As colunas e programas de rádio que eu faço não me trazem clientes. Às vezes, só atrapalham. Em 1982, aceitei trabalhar com o Corinthians. Era a democracia corinthiana. Foi um balde de água fria na clínica. Imagine só, o Corinthians! Não foi o tipo de notícia que meus pacientes gostaram de ouvir. Eu fiquei lá dois anos. Meu pai ficava chocado com essas coisas, porque naquele tempo médico de bom nível não fazia essas coisas. Não estava nem aí. Quando eu me interesso por alguma coisa, eu vou. No mais, se eu fosse um simples marqueteiro, não teria durado 41 anos.

Veja - Apesar de todo esse tempo de clínica, o senhor atuou sozinho, longe das universidades. Por quê?
Gikovate - O mundo acadêmico está cheio de papagaios, que repetem fórmulas prontas. Citam sempre outros pensadores, mas nunca vão a lugar algum. Não têm coragem para disso. Esse universo, do qual eu acabei me afastando, é extremamente conservador. Não são eles que produzem as novas idéias. Muitos fingem que eu não existo. Diziam à pequena que eu era um cara muito pragmático, que levava em conta muito os resultados, o que é verdade. Os que mais gostam do que eu faço não são da minha área. São os filósofos, como o Renato Janine Ribeiro e a Olgária Matos. De minha parte, eu sempre fugi dos rótulos. Não me inscrevi membro da Sociedade de Psicanálise. Não sou membro de qualquer sociedade dogmática. Não sou sócio de nenhum clube. Sou uma pessoa de mente aberta. Nunca quis discípulos. Os meus discípulos, se um dia existirem, pensarão por conta própria. Se tiverem um monte de opiniões diferentes das minhas, seria ótimo.

terça-feira, 4 de maio de 2010

A emoção


Você já viu alguém chorar? Já teve de consolar um amigo? Nunca fui boa com isso, nem mesmo com amigos, imagine com quase completos desconhecidos. Conheço pessoas que realmente são boas, sabem o que dizer para cada motivo, eu simplesmente não sei! A razão desse desabafo?
Eu acho que absolutamente toda faculdade deveria ensinar como lidar com as pessoas, mas se não todas, pelo menos a de jornalismo!!!! Essa semana eu fiquei mais uma vez sem saber o que dizer. Foi a terceira vez que meu entrevistado emocionava-se com o que eu perguntava.

Você sabe lidar com a emoção??
Nessa hora eu pergunto: o que fazer com a imparcialidade que ensinaram a tentar alcançar, fica restrita a matéria ou ao meu comportamento também? Eu devo ignorar e continuar a conversa? É uma situação que deveria ser ensinada nos quatro anos que passamos ouvindo milhões de coisas que nunca poderemos colocar em prática.
Não só situações como essa, mas como lidar com quem pensa que pode mandar na matéria por um motivo ou outro. Como lidar com aqueles que lêem o título e esquecem que o sentido só será alcançado com o complemento do texto. Coisinhas que acredito que todo mundo vai acabar esbarrando. Coisas que a minha faculdade não ensinou, quem sabe vivendo!!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Ciúme pode deixar uma mulher CEGA!


Existem diferentes formas de o sentir. Uns sentem ciúmes do carro, outros da casa, e alguns até chegam a senti-lo do gato ou cachorro, e há quem (como eu) sinta ciúmes do namorado, ficante ou qualquer outra pessoa com quem esteja se relacionando sentimentalmente.
As causas podem ser variadas, não há dia, hora ou motivo específico para que uma crise aconteça, qualquer pessoa que ofereça perigo (seja ela do sexo oposto ou não) faz com que soe o sinal de alerta.
Recentemente o site americano Newsweek divulgou uma pesquisa. O mesmo afirma que o ciúme pode deixar uma mulher cega! Isso mesmo, amigas, o estudo conduzido pela Universidade de Delaware revela que o "monstro do ciúme" pode ser danoso de maneira física.
Para quem convive com esse turbilhão de emoções, os dados só vieram confirmar o que já se era sabido.
Particularmente falando, posso dizer que concordo com a pesquisa, mas acredito que não fico cega, vejo até demais! rs

E vocês, como lidam com esse sentimento?

domingo, 2 de maio de 2010

O fim da nossa inveja dos homens


Meninas, para quem sempre teve o sonho de fazer xixi em pé, como nossos queridos garotos, alegrem-se: já existe um acessório que nos permite isso. O slogan não poderia ser melhor: Sentada? Só em casa!
Para quem odeia ir a banheiros em festas, ou nos banheiros químicos ou em qualquer outro banheiro (convenhamos, é osso ser mulher nessas horas!!!), a solução pode estar aí.
O kit de um OiGirl e uma necessaire é bem barato, estou seriamente pensando em comprar um. O fabricante garante que é produzido com 100% de silicone medicinal, é flexível e de alta durabilidade. Ainda, promete que é prático, dicreto e higiênico. A salvação feminina no quesito banheiros públicos!
Quer conhecer melhor e até mesmo comprar o OiGirl, é só entrar no site. Será que é mesmo bom?! Alguém já usou?! O que pensam a respeito?!

sábado, 1 de maio de 2010

Meu voto é do (a)...


Desde o ano passado tenho acompanhado a corrida eleitoral. Acho graça dos candidatos, do desespero que os acomete, das alianças frouxas e efêmeras que se propõem. As brigas e “denuncias” que começam a aparecer na mídia, bem como as farpas de um para o outro e vice-versa, dão um brilho a mais ao espetáculo rumo à Brasília. Espetáculo que aprecio de longe, limitada aos meus pouquíssimos conhecimentos políticos, mas atenta. Sempre.
Por enquanto, no momento em que nada se define e tudo se fala, temos três presidenciáveis. Marina Silva (PV) , Serra (PSDB) e Dilma (PT). Ciro Gomes desistiu. Então no ringue, resta-nos o clichê PSDB e PT e a novidade, PV. E o circo ferve entre o feijão com arroz PT-PSDB.
Pesquisas apontam que, mais uma vez, por ser a maior parte votante, são as mulheres quem decidirão as eleições. Algumas pesquisas indicam que o sexo feminino prefere o Serra. Então mulherada, muita calma nessa hora! Mão na consciência, Serra não (se alguém conseguir me convencer do contrário, fique à vontade). Quem quer o Serra levanta a mão? (Espero que ninguém erga). Até outubro muitas águas, além de nomes, partidos e parcerias, rolarão. E você, já pensou em quem vai votar?