
Pagamos a conta.
Trabalhamos fora.
Moramos sozinhas.
Administramos as finanças.
Trocamos lâmpadas e, veja só, até podemos executar atentados terroristas. Sim, mulheres-bomba. “Grande conquista! Agora vocês estão iguais aos homens”, me falou alguém, um homem, ao observar a peculiaridade dos atentados na Rússia na semana anterior. Mas, isso não é novo.
O descompasso dos homens diante dessa geração de mulheres ao estilo Mexendo na Bolsa (não que alguma de nós seja uma potencial terrorista suicida), bom, isso sim, me parece, é relativamente novo, embora a tal queima de sutiãs remeta ao início do século passado.
Por um lado, o meu, não questiono a validade de tal luta. A igualdade conquistada, principalmente legalmente, muito me agrada pelo que considero a máxima do pensamento de Voltaire, que mesmo longe das salas de aula há tanto tempo, nunca esqueci, independente de questões de gênero: “Posso não concordar com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo”. Tudo em paz, mulheres com voz e sem a dependência dos pais ou do marido... Lindo.
Mas, luta, hoje? Para ser iguais aos homens?
Não, não acho isso válido. Mulher tem que lutar sim, mas pra ser respeitada como mulher, roubo a ideia de um dos homens que consultei sobre o assunto. “Vocês lutaram muito para ter os direitos iguais, mas o que, de certo fato aconteceu, foi um extremo. Em alguns casos saíram de um ponto e foram ao outro, ou seja, pegaram o que os homens têm de pior. Fora que muitas vezes penderam a feminilidade, a essência feminina que é o que nos atrai”, confessou um amigo.
Outro afirmou a mesma coisa, mas em relação a questões físicas e a musculatura exagerada ostentada por algumas mulheres. A divisão da conta com a namorada, para mais um, não era uma situação feliz. “Me sinto humilhado, não acho necessário”, confessou, enquanto outros não veem o mesmo problema, pelo contrário, não ficam tão complexados com isso quanto as garotas dessa geração que precisa manter o sutiã em queima.
Até o Ivan Martins já se perguntou até onde vai, por que as mulheres não querem mais ser mulheres, naquele tocante de fragilidade, beleza e sensualidade que significa o gênero.
Eu não acredito que a maioria de nós deseje abdicar disso, tanto quanto não acredito que queiramos ser reconhecidas pelo rostinho bonito. Mas isto não é questão de gênero, sim de caráter. Mas, até todo mundo entender, como ficamos?
Será a coragem da mulher a desgraça do homem moderno, como apregoa um ditado checheno?