terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Acidental. Ou não.


Estava dando uma fuçada em blogs e li, no 7X7, um artigo que achei interessante, da Letícia Sorg. Ela fala de um outro artigo, em inglês, publicado no jornal Los Angeles Times, onde a médica Valerie Ulene diz que as pessoas estão muito acostumadas a afirmar que tudo é acidente. E não é. Acidente é quando não se pode evitar, alega a médica. Então, afirmar que uma gravidez é acidental deveria ser uma situação rara, e não é. A falta de uso de preservativos, de outros métodos contraceptivos nos faz alegar, em caso de gravidez, que foi um acidente. Mas era possível ser evitado. Então não foi acidental.
Achei interessante. Porque a gente é irresponsável nesse ponto. Como se a gravidez fosse o pior dos problemas que o não uso de preservativos possa causar. E é incrível como a gente vive com a ideia de que isso não vai acontecer com a gente. E as maneiras anticoncepcionais são tantas que é praticamente impossível encontrar uma que não se encaixe com você.
Daqui pra frente é bom ficar atento. Porque acidentes acontecem, mas é mesmo um acidente?

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

E o mundo volta ao seu normal…

Voltava ao seu lugar. Lentamente... milésimos por segundo. Quando era o nome dela que saía da sua boca e não o meu. No momento em que alguma música, texto ou ainda determinado texto remetia a uma lembrança da história entre vocês. Em alguma foto salva no computador, ou ainda, perdida nas linhas de algum texto seu. O mundo voltava, aos poucos, aos seus conformes. E eu, com a minha velha companheira insegurança (essa sim persistente), me sentia uma anã perto dela.
O que eu realmente queria era que você lutasse por mim, que me pegasse em seus braços e dissesse que eu era a única, que me amava, mas isso jamais aconteceu.
Hoje percebo que, de fato, nunca houve um nós e sim um ela. Eu sempre fui uma substituta esperando a protagonista entrar em cena. Uma reserva que assiste ao espetáculo da primeira fila, e mesmo assim deve sorrir. Sorrir porque tal protagonista é sua amiga, e está exatamente onde deveria estar.
O que me entristece não é o fato de você não querer nenhum compromisso comigo (tá, talvez algumas das muitas lágrimas sejam por isso), nem aquele sentimento de ser o seu fim de festa. Infelizmente, parte disso é minha culpa, eu me submeti a tal situação. O que realmente me entristece e decepciona é que, mesmo gostando de outra, e principalmente por não ser uma outra qualquer, você deixou as coisas chegarem longe demais. Como devo agir no momento em que encontrar vocês dois juntos?
E sabe qual seria o meu único desejo se na minha frente surgisse um gênio da lâmpada mágica, igual aquele do desenho que eu adorava assitir quando pequena? Pediria a máquina do Dr. Mierzwiak, só que eu não faria como o Joel. Eu iria até o fim, não deixaria nenhuma lembrança em minha mente. Confesso, sou covarde.
É triste se conformar que é assim que deve ser. Que, finalmente, o mundo está de volta no lugar.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A atração e o caos.

Dizem que os opostos se atraem. No estudo físico eu até concordo, aquela coisa de magnetismos e afins.
Na psicologia, C. G Jung defendia a idéia de que projeções das imagens masculinas presentes nas experiências femininas seriam refletidas nas escolhas de um parceiro.
Isso me soa como um Complexo de Édipo, por Freud, às avessas. E pior, meu bem. O mesmo Jung consegue piorar. Ele inventou o Complexo de Electra.
Eu sei, é fato que eu, ainda que inconscientemente, procuro a inteligência e caráter do meu pai nos bofes que aparecem por aí. E vou dizer, tá difícil. Mas essa história de Electra tá bem longe da realidade. E não há Jung que invada meu inconsciente e diga o contrário.
Voltando aos opostos. Se é verdade que os opostos se atraem, I must be an angel. Eu tenho um amigo que diz que só atrai loucas. Eu acho que sou uma versão feminina dele.
E você? Procura o seu oposto? Ou você e a sua tampa da panela são tão parecidas que você até se confunde?

domingo, 28 de novembro de 2010

It Gets Better - Vai Melhorar...

O Bullying sempre existiu. Infelizmente é verdade. Eu sofri com isso durante muito tempo e as pessoas ainda sofrem, infelizmente também. Os homossexuais e bissexuais têm maior taxa de suicídio segundo um estudo norte-americano. Diante destas situações, um homem chamado Dan Savage e seu companheiro, fizeram um vídeo para trazer esperança aos jovens adolescentes vítimas de bullying nas escolas, dizendo que tudo "vai melhorar". Dois meses após o vídeo, mais de 5000 pessoas criaram seus vídeos e fizeram disso um movimento que hoje é denominado : "It Gets Better" (Vai melhorar). Nestes vídeos as pessoas contam das suas experiências com a vida como homossexual, sofrimentos, alegrias, angústias e esperanças, e principalmente encorajam os adolescentes gays a não desistirem de suas vidas, que todo o sofrimento pelo qual a maioria passa, vai passar, vai melhorar. E não são somente os homossexuais que gravam esses vídeos, mas pessoas de todos os gêneros, orientações e nacionalidades, tendo inclusive personalidades aderido à campanha, como, por exemplo, Barack Obama. Confesso ter ficado emocionado com muitos dos vídeos que assisti, mas ainda no Brasil as pessoas não começaram a gravarem seus vídeos, e acredito ser interessante... Bem, aqui abaixo deixo um vídeo que funcionários da Pixar Enterteinment gravaram para a campanha, com depoimentos que me comoveram muito. Isso aí gente, esperança e força pra esse mundo inteiro, precisamos de cores, muitas cores, bora colorir.



quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Não podia ser paraíso, não?!


Hoje, queridos, exatamente hoje, tem início o meu inferno astral. Eu nunca tinha ouvido falar disso, até o post da Graci aqui no blog. Ri, ri muito com o texto e com as coisas que aconteceram com a Graci no período. Das minhas amigas, a Graci é uma das mais descrentes. Pelo menos que se diz assim. E ver ela apavorada com o tal do inferno astral era, no mínimo, hilário.
E, bom, eu, uma pessoa que acredita em tudo que é mandinga pensava 'coitadinha da Graci, acreditando numa bobagem dessas'. Pois bem, meus queridos, eis que não fazem sequer 24 horas do início do meu inferno astral e já tenho história pra contar.
Acordei mal. Com vontade de chorar, tudo desabando. E olhe que meus dias de 'monstro' terminaram na semana passada, então não é, definitivamente, TPM. Até aí tudo bem, todo mundo acorda mal um dia ou outro.
Só que, quando você trabalha num jornal que não é diário, dia de fechamento é uó. E hoje é dia de fechamento. Nervos à flor da pele. Tudo que ia dar certo dá errado. E, coincidentemente, a querida senadora eleita, Gleisi Hoffmann, veio à cidade hoje, para um ato do Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher. Fui ao Teatro Municipal para falar com ela e com a secretária da Mulher, Regina Dubay, bem correndo, já que ainda estou sozinha produzindo as matérias pro jornal e tenho que mandá-lo pra gráfica cedo. Adivinhem: não consegui falar nem com uma, nem com a outra. Porque, depois de quase meia hora esperando, meu chefe ligou e pediu a mim e à Monia, minha amiga-companheira-motorista e secretária do jornal, que voltássemos porque ele precisava do carro. Pegamos o carango e viemos, pela avenida Goioerê, que tem menos movimento. Quando menos esperávamos, uma blitz. Aliás, A blitz.
Os documentos do carro não estavam lá. O licenciamento não estava pago. A Monia levou, coitada, 7 pontos na carteira. O carro do meu chefe foi apreendido. Tivemos que voltar andando pro jornal. Pensei, 'já que estamos esperando o chefe, por que não fazer uma matéria da blitz?'. E fui falar com o sargento. Que quase me bateu quando perguntei por que estavam realizando a blitz, quando peguei o gravador e quando percebeu que estávamos sendo multadas. Perguntou, inclusive, se ia colocar que o meu chefe foi multado nessa blitz na matéria. Mas até que rendeu.
Bom, ainda bem que, no nosso mundo Polliana, a gente pode rir bastante disse. E xô, inferno astral, a idade a mais já é suficientemente triste.

Obs. Na foto, a Monia, mostrando a alegria com os acontecimentos do dia.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Você acredita?

É difícil definir até onde pode ir a fé de alguém... o que pode ser considerado de ‘verdadeiro’ em meio aos falsos milagres. Essa semana isso me veio a cabeça. Existem algumas coisas que mesmo as pessoas que demoram a acreditar têm de dar o braço a torcer. É lógico que quem nega a existência de qualquer coisa sobrenatural irá achar explicações dentro do acaso para dizer que é apenas mais uma crença exagerada.
Dias atrás em conversa com um conhecido tive a prova disso, por mais que fossem dados exemplos ele criava teorias que negavam. Pessoa que até então eu tinha como muito inteligente, mas que caiu bastante no meu conceito. (Não por não acreditar em nada, mas sim por menosprezar a opinião dos outros, cada um tem direito a sua oras)
Passado algum tempo, parei de pensar sobre isso até hoje. Fui fazer algumas matérias sobre o aniversário de um município próximo ao meu e conversando com pioneiros da cidade voltei a questionar o tamanho dos milagres. Algumas histórias são divertidas, outras trágicas, relatos de uma época em que para enterrar o filho, o pai tinha de cavar a própria cova. Em uma dessas entrevistas, a pioneira contou a história de um padre alemão que foi muito importante para a igreja católica na região. Segundo ela, uma tempestade quase derrubou o pouco que havia na cidade. O padre então organizou uma novena e pediu graças para o município, para que nunca mais um temporal daquela proporção atingisse o local. Segundo ela desde então, nada de ruim aconteceu. Fato confirmado pelo chefe da agência do trabalhador que reúne alguns documentos sobre o padre.
Foi este homem também que contou outros feitos do padre. Todos em que ele usava a fé, dele e dos fiéis, em benefício do município. Não levarei em conta se foi sorte, coincidência ou um milagre o feito. Mas deixar na memória de tantos uma novena, após 30 anos, já um ponto positivo para o padre.
Não sou católica ou evangélica. Demoro a acreditar em muitas coisas ou mesmo pessoas, tendo sempre a desconfiar de tudo. Mas acredito em milagres. Já vi pessoas se curarem quando tudo dizia o contrário. Já escutei relatos de familiares que foram operados espiritualmente e tiveram cicatrizes, sem nunca terem sido cortados. Já vi minha mãe levantar e pedir ao meu pai que verificasse o portão, pois haviam avisado ela no sonho que ele estava aberto (trancar o portão sempre era responsabilidade dele, ela nunca ficava sabendo se ele ia ou não, e estava aberto naquele dia). Eu acredito... não em tudo, mas sim, não sou ateia, por mais que seja uma tremenda preguiçosa e nunca vá as reuniões do centro.


E vocês? Acreditam?

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Tem gente que ainda segue o que eles dizem, mas ainda bem que têm aqueles que não os seguem...


“É realmente espantoso que, em pleno século 21, milhões de pessoas ainda abram mão da sua liberdade de escolha, de sua racionalidade, de suas convicções íntimas e aceitem que alguma suposta autoridade (papa, igreja, presidente, general) lhes diga o que é certo ou errado e como devem viver as suas próprias vidas”. Renato Khair, no Balaio do Kotscho.

Esses dias estávamos conversando sobre a última eleição, a respeito da influência da religião na vida das pessoas. Muitos brasileiros não votaram na Dilma, presidente eleita, por causa do que ouviram dos pastores e padres acerca do aborto e do casamento entre pessoas do mesmo sexo. As igrejas condenam tais procedimentos, logo, a candidata, por apoiar tais, tornou-se o diabo em forma de gente.
O interessante é que, mesmo com tantas informações, com as ultras tecnologias e as inúmeras e imensas discussões sobre sexualidade, direitos femininos e igualdade sexual entre homens-mulheres-gays, a população ainda se prende às ideias dos líderes religiosos. Ideias estas impregnadas de preconceito e de irresponsabilidade, como o não uso da camisinha propagado pelo atual Papa Bento 16.
A gente pensa que ninguém os ouve, mas tem gente (bastante) que escuta. Escuta e faz aquilo que os líderes religiosos determinam. Os evangélicos são mais metódicos, conheço vários deles que fizeram campanha contra a Dilma ou votaram nulo porque o pastor pediu. Temos sorte – talvez essa não seja a palavra mais adequada a ser usada – dos católicos serem relapsos em sua maioria. Pois se eles seguissem seu líder maior as doenças sexualmente transmissíveis dobrariam, já que é difícil católicos e católicas que se ‘guardam’ para o casamento.
E você? Tem ido à igreja?

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Figurinha repetida


Todo mundo já teve um caso repetido. Às vezes acontece pelo clima do momento. Às vezes por carência. E às vezes porque desejamos.
Confundir os motivos é tão fácil que, por vezes, cometemos erros claramente tolos. Declarar o sentimento à pessoa errada é o mais comum deles.
E depois de perceber que aquele sentimento pertence à uma outra figurinha, você entende que o tolo, na verdade, é você.
Não há regra, não há equação que solucione o dilema. E compreender o que acontece bem no fundinho do coração é algo que só acontece com o tempo. E o tempo é verdadeiro, é aliado. Eu acredito.
Mas acontece. E você percebe. E torce pra dar certo.
A figurinha repetida completa o álbum.


Glad to be back. Bom dia, fuções!